segunda-feira, 6 de março de 2017

Barrigada


Continuamos neste jogo de pôr pressão semanal no nosso adversário. Nada melhor do que uma vitória categórica, em casa. Foi mesmo a maior goleada de sempre no Dragão. Neste momento temos o melhor ataque, a melhor defesa e falta apenas o primeiro lugar que, à falta de melhor oportunidade, poderá e deverá ser alcançado na visita à Luz.

No final do jogo, Nuno foi cauteloso 'QB'. Diga-se o que se disser de Nuno e do seu discurso, quase sempre, propositadamente vazio de conteúdo, há ali uma estratégia de comunicação de passar o mínimo de fraquezas para fora. Quando empatamos veêm-se coisas boas e quando goleamos também se veêm coisas que ainda temos de melhorar. Sempre 'by the book' e 'com pouco sal'. Mas sinda cada vez menos vontade de criticar porque, até agora, consigo ver resultados em termos de união, de empenho e de espírito de equipa. A equipa já está a um bom nível em termos de confiança e podemos notar que o desaire na Champions não teve qualquer efeito nefasto. 

No entanto, para mim, continua a faltar o salto em termos de qualidade de jogo. E nesse aspecto, podemos ter dado um passo importante ontem. A equipa começou por jogar pouco e estar demasiado dependente da inspiração individual de Brahimi. Com o primeiro golo tudo mudou. Dirão sempre que o Nacional é muito fraco e é verdade. Mas já temos defrontado equipas fracas, sem que tenhamos tamanho ascendente no jogo, como vimos nos dois últimos jogos no Dragão, nomeadamente nas segundas partes. E é de valorizar esta fome de golo que nos deixa a salvo de qualquer percalço. Além de que, ao longo do jogo, as exibições foram todas melhorando até um nível elevado. O maior exemplo é mesmo Layun que começou por se mostrar atormentado pelas últimas exibições pobres, e que partiu para uma exibição bastante moralizadora e com um golo a coroar. Mas os nossos avançados também melhoraram muito ao longo do jogo. Soares começou por se mostrar muito trapalhão e André Silva caiu muitas vezes sobre a direita com resultados fracos. Na segunda parte, ambos jogaram bem melhor tendo alcançado dois golos cada um.

Individualmente, estava indeciso entre Brahimi e Oliver. Como fez os noventa minutos, dou o MVP a Oliver. Mas estes dois são a garantia de que há menos passes longos sem nexo e mais futebol. Um traz mais cérebro e outro traz mais inspiração. E assim é mais fácil para os avançados, que continuam facturar e para os defesas Danilo, Felipe e Marcano que podem enfim descansar um pouco. Estiveram todos bem e nem se notou as suas presenças. André André fez uma exibição boa e está cada vez melhor na equipa. Jota continua a fazer por merecer mais oportunidades. Já Otávio, nota-se que lhe está a custar entrar no ritmo, mas já esteve melhor.

A equipa brindou o Dragão com uma saborosa goleada. Na próxima próxima sexta-feira, temos de devolver a 'gentileza' e encher o Estádio em Arouca!

2 comentários:

Lamas disse...

Até o Bruno Paixão entrou na festa e, imaginem só, expulsou um jogador da equipa contra quem o FCP jogava... ;)

Brahimi tá muito confiante... estes dois últimos jogos são prova disso... pena aquele picanço sobre o redes não ter entrado...

Anónimo disse...

Eu quero o PORTO campeão!!!

Artur