segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O que Nuno faz para ter banco...



Já sei que o destaque é que voltámos às vitórias fora de casa. Ainda por cima, depois de uma deprimente onda de resultados 0-0. Foi importantíssimo e amanhã poderemos ver os verdadeiros efeitos da nossa pressão sobre o primeiro lugar. Ainda assim, o que mais me ocorre quando falo do jogo é que Nuno abusou da sorte. Vejamos o enquadramento. Temos um histórico de procrastinação competitiva, nas primeiras partes dos jogos fora, que tem resultado sempre em segundas partes de sofreguidão, atrapalhação e oportunidades falhadas. E temos uma disponibilidade, invulgar nos tempos recentes, dos jogadores mais criativos do plantel, sendo que um regressou da CAN e o outro regressou de lesão. E o que faz Nuno? Aproveita para tentar resolver o jogo cedo, protegendo a equipa do estigma que a tem perseguido nos jogos fora? Não. Apresenta uma 'troika' de médios que mais parecia que o objetivo era chegar ao intervalo com 0-0. Mais. Aos trinta minutos tira o único jogador que estava a conseguir aproveitar as alas e põe outro com a mesma função, numa alteração que se provou estéril até ao momento em que entra o outro ala, Corona. Com grande parte dos jogadores mais talentosos em campo e com a frente de ataque bem aberta, acabámos por chegar ao golo, mas muito tarde para quem estava a defrontar um adversário que nem rematou na primeira parte. 

Minha conclusão: ganhámos apesar das opções inexplicáveis de Nuno. Ainda bem, mas espero que ele tenha aprendido a lição apesar de, pelas suas declarações no fim do jogo, nada o faz indicar. Valeu-nos um adversário muito fragilizado e, mais uma vez pelas declarações no final do jogo, percebe-se que está muito mal orientado. Conseguiu elogiar a exibição de uma equipa que rematou 3 vezes num jogo em casa e conseguiu queixar-se da arbitragem... Ridículo.

Individualmente, dou o MVP a Danilo pelas inúmeras recuperações no meio campo adversário e porque foi dos que esteve bem durante o tempo todo. Poderia ter optado por André Silva que está nos dois golos ou por Brahimi que foi o elemento mais criativo em campo. André André também teve um bom regresso à titularidade. Pela negativa, Oliver não esteve ao seu nível, não conseguindo emergir perante a confusão táctica que Nuno criou. Nota mínima para Nuno, apesar da vitória.

Na próxima semana poderemos sentenciar a época dos vasquinhos. Para isso exige-se 'a carne toda no assador'!

1 comentário:

Lamas disse...

Dava também uma nota ao Rui Pedro, por ter sido o jogo em que entrou melhor, pelo menos mais ativo... esteve no golo anulado, rompeu num lance à entrada da área e tentou finalizar (é verdade que também podia ter aberto na direita) e ainda se mandou para a piscina a tentar sacar o penalty, que até podia ser dado... depois do momento sublime contra o Braga e apesar do golo da semana passada, pareceu-me o jogo com mais substância que ele fez...