segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Bola parada e equipa parada



Estas 'remontadas' são sempre gostosas e são o exemplo do que de melhor Nuno Espírito Santo tem feito este ano no FCPorto. É fácil concluir que nos últimos 4 anos, nenhuma equipa do FCPorto teria apresentado garra e capacidade de reacção à adversidade suficientes para virar um jogo como o de ontem no Dragão. Nuno consegue tirar essa reacção dos seus jogadores. Lopetegui, por exemplo, não conseguia. Mas convenhamos que a equipa de Lopetegui não perdia o controlo do jogo. Pelo menos assim. Era impensável uma equipa do FCPorto não ter mais de 60% de posse de bola num jogo em casa. Já sei que a posse de bola é um meio e não um fim, mas temos de melhorar neste capítulo porque não vamos ter mais jogos com três golos de bola parada para resolverem os problemas de uma equipa sem soluções. É fácil de concluir que, a jogar assim, vamos precisar de muita capacidade de reacção porque estes acidentes vão continuar a acontecer. 

Este foi o segundo jogo consecutivo, em casa, em que o resultado é bem melhor do que a exibição. E assim arriscamo-nos... Mais uma vez, vamos chegando lá com perigo, de vez em quando, sem grande intensidade e sem grande controlo do jogo. Acidentes acontecem. Casillas a tentou adivinhar o lance, pensando de mais. Já Layun pensou de menos... Esse lance de Layun é paradigmático. Estavam por ali 3 jogadores a acompanhar passivamente o adversário e só se resolve actuar quando ele já está dentro da área. Lance ridículo a todos os níveis. A equipa desliga por momentos e acorda quando sofre golos. Mas não tem a capacidade de manter o motor ligado por muito tempo. E a exiguidade do plantel também não ajuda. Corona, que era o único extremo disponível, magoou-se. Temos um problema. Kelvin não é alternativa e Nuno não queria lançar logo um outro avançado. E ficamos com a equipa polvilhada de médios. E nem assim tínhamos bola... O que vale é que o jogo correu bem até ao nível do critério disciplinar largo, que ignorou os devaneios de Felipe e de Layun e também dos jogadores do Rio Ave, diga-se. Em suma, gosto desta capacidade de lutar contra a adversidade mas é algo que me contenta cada vez menos. Os resultados dizem que temos fortaleza, mas eu não vejo um FCPorto autoritário.

Individualmente, três notas altíssimas para Alex Teles, Marcano e Danilo. MVP para o Alex que esteve em 3 golos. Jota voltou a ser o melhor dos jogadores da frente. Pela negativa Casillas, com um lance infeliz e Layun sem um único lance bom que me lembre. Já que aqui critico constantemente as substituições de Nuno, há que elogiar a saída de Layun. Antes que fizesse mais asneiras. João Carlos continua a merecer mais minutos. Excelente jogada no último golo.

Na próxima semana, mais um 0-0?

1 comentário:

Lamas disse...

Só faltou a tua análise in loco do novo reforço... ;)