quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Dobradinha do Outro Tetra...

Pois é, em época de Tetra a dobradinha vem atrás... Também foi assim há 11 anos no Jamor... um jogo mais vivo que o deste ano e cheio de pormenores deliciosos de se rever, terminando, perto do fim, com um fantástico pontapé de bicicleta de Artur...

4 comentários:

Pedro disse...

Lamas, se não és tu pra fazer recordar estes momentos... Estive lá, creio que foi a 2ª final no Jamor a que assisti e de então para cá tenho ido a todas com o FCP.

Claramente um jogo de um nível muito superior ao deste ano, outros tempos...

Foi bom recordar Jardel (esse enorme jogador!), Drulovic (outro monstro sagrado), Aloísio, Artur, Zahovic e outros...

Curioso como há 11 anos já o Gabriel Alves dizia e bem "mais um ciclo de ouro do Dragão". 11 anos passados e temos visto mais do mesmo, pra nosso contentamento.

Abraços e continuem o bom trabalho!

pmir

prata disse...

As minhas notas:
- Não sei se repararam, mas no final, por trás de Aloísio aparece ali um jovem em plena ascensão que na altura julgo que tinha a tutela do desporto e juventude: José Sócrates.
- Aloísio marcava golos? este deverá ser o único de que me lembro.
- Grande corte de secretário.
- Péssimo domínio de Artur e um grandíssimo golo. Ou terá sido de propósito?
- Alguns belos cromos na equipa do Braga. Destaco Karoglan, Formoso e Zé Nuno Azevedo que até teve uma excelente assistência para Jardel.
- Kennedy a titular???
- Falta para vermelho de Zahovic?

PS: dei um abraço ao Gabriel Alves na final da Taça de Portugal deste ano. Foi mais pelos momentos de diversão que nos deu do que pela sua isenção ou evidente falta dela...

Anónimo disse...

A máquina de ganhar do FC Porto
por FRANCISCO J. MARQUESHoje

Poucos mandam, mas os que mandam têm uma paixão incrível pe-lo clube. Uma viagem ao interior do tetracampeão nacional através da qual se percebe como funciona ao sabermos como foi contratado o brasileiro Hulk.

Um grupo reduzido de quadros, a maioria deles na fronteira dos 40 anos, uma paixão pelo clube a roçar a religião e uma fé inquebrantável na liderança de Pinto da Costa são os segredos da máquina de ganhar do FC Porto.

José Eduardo Bettencourt, candidato à presidência do rival Sporting, não teve dúvidas em transformar em slogan de campanha o modelo do tetracampeão FC Porto, que diz querer replicar em Alvalade.

"Ao contrário do que as pessoas pensam, a estrutura do FC Porto é muito simples", diz Jesualdo Ferreira, que destaca um conjunto de pessoas a "obrigar a que as coisas evoluam permanentemente" e que os "jogadores e treinadores beneficiam das condições proporcionadas pela máquina do clube".

Mas então porque ganha tantas vezes o FC Porto? Esta é uma viagem ao interior do FC Porto, em que o protagonismo não é de Bruno Alves, de Lucho González, de Jesualdo Ferreira, de Pinto da Costa ou da administração da SAD, mas de um grupo de quase anónimos executivos que têm a missão de dotar a equipa das ferramentas para continuar a ganhar.

Mais do que a lenda de tudo funcionar em circuito fechado, ou de um sem número de segredos mais ou menos bem guardados, o FC Porto é hoje uma organização direccionada unicamente para a vitória, em que a equipa profissional de futebol é cliente de uma estrutura encarregada de fornecer todos os produtos necessários à vitória, sejam eles a transferência de um jogador que reforce a equipa, a aquisição de uma nova máquina para o departamento médico, a contratação de uma ama que cuide de um filho de um jogador durante a noite para que o descanso do atleta não seja perturbado, ou até a existência de um director de ce- na para que nos jogos em casa tudo o que não tem a ver com o que se passa dentro das quatro li- nhas decorra como seguindo o guião de uma peça de teatro.

No Verão passado, a SAD do FC Porto anunciou, através de comunicado enviado à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), a contratação de Hulk. Na altura, a notícia só não passou despercebida porque o FC Porto estava disposto a pagar cinco milhões de euros por metade do passe de um desconhecido com nome de super-herói que jogava na longínqua e sem sex-appeal liga japonesa. Um campeonato depois, Hulk foi unanimemente considerado a revelação da Liga, contribuiu para mais um título e será seguramente uma das grandes transferências do clube depois de ajudar na conquista de mais alguns troféus.

Mas a história da contratação de Hulk começou dois anos antes, quando um dos mais importantes quadros do clube passava noites sucessivas a observar jogos dos campeonatos do Japão e da Coreia, à procura de um jogador oriental que pudesse integrar o plantel da equipa profissional, como titular, para permitir ao clube beneficiar das receitas geradas pela exposição do clube ao rico mercado do Extremo Oriente.

Esse jogador nunca chegou, mas foi no meio dessas sucessi- vas observações que foi detectado o talento de Hulk, enviado um emissário para o observar in loco e posteriormente assinado o contrato, depois de passar os sucessivos filtros do clube, processo completado ao fim de quase duas épocas desportivas.
In DN


O DN de hoje(12/06) apresenta vários textos sobre o FCP, dignos de leitura e divulgação. O texto acima é um deles.

Lamas disse...

Prata??? Deste um abraço ao homem... :)... só faltou a foto...