quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sete pecados capitais do FCPorto 2013/2014 - O Processo




Vamos terminar esta serie de artigos com o último pecado identificado. Poderá parecer o menos importante mas é, para mim, um claro sinal de má gestão no relacionamento com os adeptos. E isso é grave porque não pode mudar de acordo com a existência ou não de sucesso desportivos.  Estou a falar do processo movido a Miguel Sousa Tavares por causa de um artigo em que se insinua sobre o destino do dinheiro no negócio Ghilas.

Custa falar sobre o caso visto que só tivemos informações por uma das partes do processo, o acusado… Ainda assim, não há dúvidas que o processo existe e que os motivos são na essência aqueles. Vamos ao ponto. Numa temporada horrível como esta, custa perceber que das poucas reações que vimos, uma é contra um adepto conhecido do FCPorto. Revejam lá essas prioridades! Logo aqui o primeiro absurdo.

E depois, relembrando o inesquecível Dr. Pôncio Monteiro, a questão da intensidade. Aqui é fácil de detectar… Foi uma reacção enérgica! Então se compararmos com as reacções perante os ataques constantes que vamos sofrendo, isto é de ‘bradar aos céus’! Dou um exemplo para se comparar: lembram-se da nossa reacção à vergonhosa manifestação do ‘ridículo vasquinho’ antes do Sporting-FCPorto deste ano? Reagimos com uma ‘queixita’ na Liga de Clubes ou na Federação… Em comparação directa em termos de impetuosidade da reacção, temos também por aqui um absurdo completo.

Para terminar, a questão do ‘delito de opinião’. Pouco interessa o conteúdo. Eu até acho que o Miguel Sousa Tavares só tem opiniões sobre futebol que aprecio, quando aborda as ‘politiquices do mesmo’. Em tudo o resto o seu brilhantismo literário redunda numa mera opinião de café, com rigor de um qualquer adepto. É assim há anos. Porque é que a opinião dele incomodou tanto? Logo esta? Há tantas outras iguais ou piores… Este ano recordámo-nos que na única intervenção forte do ano, em entrevista ao Porto Canal, Pinto da Costa teve como alvos a arbitragem, mas também os comentadores portistas. Logo aí achei estranho, mas julguei que era por causa do António Oliveira. No final do ano temos isto. Para um clube que tem uma referência tão clara ao 25 de Abril de 1974, como ponto de viragem na sua história, tentar condicionar a opinião dos adeptos é o absurdo dos absurdos! Ainda mais quando 99,9 % das opiniões são, do mais alinhado possível com o Presidente e com grande parte das suas decisões. Arrisco até dizer que a 100% dos adeptos estão com o Presidente e, quando têm algo a criticar, criticam o treinador, os jogadores e a SAD (entidade oculta fonte de tudo o que é mau no clube). Perante este estado de coisas, qual é o interesse de qualificar as opiniões dos comentadores portistas? Qual é o interesse de contestar judicialmente a opinião de um comentador, por absurda que seja? É para incentivar o ‘carneirismo’? «Até podemos estar todos errados mas o que importa é que estejamos unidos!» Será isso? Esse não é o meu FCPorto!

Cometeram-se muitos erros e é certo que os resultados desportivos expuseram-nos ao máximo. Que não seja uma época para esquecer! É para lembrar e para aprender com os erros cometidos. Queremos o regresso de um FCPorto de combate, mas com alvos bem definidos!

5 comentários:

José Sampaio disse...

Corroboro integralmente!

riskolas disse...

Não te preocupes que a politica de reaproximação aos adeptos já começou com a utilização da cúpula dos SD na promoção do 3º equipamento.

Ou, então,... se calhar, foi mais um tiro no pé...

Anónimo disse...

Mau de mais para ser verdade esta história da queixa, num registo que deveria permanecer exclusivo dos clubes que lidam mal com a liberdade de expressão e a crítica. Não costumo ler as crónicas do MST, li esta em concreto por curiosidade jurídica e devo dizer que o crime ali praticado é nenhum, de forma bastante evidente. Há um escritório de advogados no Porto que não se queixa, até cresce e faz obras e factura nestas alturas como em nenhuma outra.

Anónimo disse...

já cá faltavam estas virgens ofendidas!
O homem insinuou, porque lhe falta a frontalidade, que alguém ganhou em proveito próprio com os dinheiros da transferência. Qual a parte que não perceberam?

Lamas disse...

Gostei, em particular, da definição que deste de SAD... ;)