segunda-feira, 16 de junho de 2014

Reformação



Hoje terminou a temporada das camadas jovens. Já pouco havia a fazer para mudar a tendência negativa. Os resultados foram os seguintes:
- Sub-19 - Juniores - Quarto lugar a sete pontos do primeiro, Sporting de Braga;
- Sub-17 - Juvenis - Terceiro lugar a quatro pontos do primeiro, Vitória de Guimarães;
- Sub-15 - Iniciados - Quarto lugar a onze (?!) pontos do primeiro, Benfica.

Foi uma época muito má e só o desempenho dos juniores promovidos à equipa B fugiu à mediocridade. Já sei que na formação, não podemos olhar apenas para os resultados. Por exemplo, de uma equipa medíocre na formação podem surgir dois novos talentos para o plantel principal e, nesse caso, não poderíamos falar de uma geração perdida. Ainda assim, a cultura de vitória tem de ser treinada e este ano há sinais alarmantes. Poderão reparar que os Campeões de Juniores e de Juvenis ficaram atrás do FCPorto por largas margens de distância nas fases iniciais das respectivas provas. Isto dá-nos a noção de que o FCPorto falhou nos momentos decisivos e isso não é nada bom... Além disso, conheço bem esta geração de sub-19, mas quem os conhece melhor é o treinador Nuno Capucho que os acompanha há quatro anos. Até tem sido raro um treinador acompanhar as equipas na subida de escalão e deveria ser uma vantagem perante os adversários. Por último, 90% do onze inicial habitual dos sub-19 já era titular no ano passado e ainda assim ficámos num péssimo quarto lugar. São dados objectivos que deixo para se reflectir se este ano, mais que falta de talento, o problema não terá passado também pela má orientação técnica. Ao cuidado do regressado Luís Castro...

E por falar em má orientação técnica, eu que me interesso muito pelas camadas jovens e que vou acompanhando também as várias selecções, achei muito estranhas as convocatórias de Emílio Peixe para a Selecção Nacional de Sub-17. A convocatória para o Europeu da categoria incluiu 11 jogadores do Benfica em 18, e apenas 3 jogadores do FCPorto e zero do campeão Guimarães... Pela classificação dessa equipa no campeonato, também na Federação se devem fazer contas. Talvez as meias finais da competição tenham sido escassas para esta geração. Se calhar, planear mais observações a jogadores na zona norte teria dado mais qualidade ao grupo...

4 comentários:

bruno rodrigues disse...

Na minha opinião, os juniores só não tiveram sucesso porque os melhores jogadores desse escalão foram jogar para a equipa B. Como tal não deram o seu contributo à equipa do seu escalão. Estou a referir-me a Rafa (o futuro defesa esquerdo titular da seleção A), Tomás Podstawski (futuro trinco titular da seleção A), Ivo Rodrigues (um extremo com muita qualidade mas que na minha opinião não será um craque no futuro) e andré silva (um pontas-de-lança que eu, pessoalmente, não gosto mas que revela ter alguma qualidade).

Paulo disse...

E o problema da formação não se restringe ao futebol,em andebol,hoquei e basquetebol os resultados na formação não têm sido brilhantes esperemos que a aposta no projecto Dragon Force também para estas modalidades venha a dar os seus frutos.

Saudações Portistas

Paulo Almeida

Anónimo disse...

TAQUI disse:

Prata, acho que faltou referir um aspecto muito importante: a questão das mudanças de treinador a meio da época! Só o Capucho não mudou!
O Bino estava sem derrotas e passou dos sub-15 para os sub-17! Saindo os do sub-17 para a equipa B.

Bruno Rodrigues, já tinha saudades de discordar de ti ;)
O rafa é bom, o tomás muito curto pelo menos para já, o Ivo pode vingar e o André Silva é muito bom, aqui é que arrisco dizer que é o futuro ponta de lança do Porto!

TAQUI

Lamas disse...

Foi decepcionante, pelo menos daquilo quando comparamos com aquilo que se esperava em particular os sub19 onde apenas faltou referir também o falhanço na "nova" Champions League que poderia ter sido mais bem aproveitada...