segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Chorões


Na sexta-feira conseguimos juntar mais um argumento aos que nos têm chamado de chorões, calimeros, etc. Eis o 'pináculo' da desonestidade intelectual: «Para que querem penaltis se depois não os conseguem converter quando é preciso?». Juntamos este novo aos anteriores, não menos idiotas: «Digam o prejuízo em pontos?» e «Mas vocês não praticam o melhor futebol e queriam ir à frente?». Este campeonato e este ano desportivo já estão notoriamente marcados pelo nosso prejuízo em termos arbitrais. E, por muito que nos beneficiem daqui para a frente, vai ser difícil compensar o que já foi feito. Na sexta-feira, tivemos apenas mais um episódio que acabou por ser o mais grave de todos porque, ao contrário dos anteriores que 'não matam mas moem', este tirou-nos um título. Tivemos em Alvalade um pesadelo ao nível disciplinar e em Chaves um pesadelo ao nível técnico, mais concretamente pela não marcação de 3 penaltis claros. Poderão rever os vídeos na nossa conta de facebook. Há ainda um suposto penalti para o Chaves, que estranhamente vejo alguns portistas a conceder, que me parece não existir. É claro que José Sá toca a bola e é muito improvável que o jogador do Chaves chegasse à bola após esse toque. É mais uma atenuante que vai sendo habilidosamente utilizada para nos desviar da vergonha a que assistimos todas as semanas. 

É importante que os Portistas não se distraiam. Poderão reparar que o Nuno vai passar a estar tremido, quevão dar destaque ao Brahimi não joga e que esse é o problema, e depois virá o Herrera ou qualquer outro que caia da equipa principal. Mas não deixem desviar o foco do mais importante. Há Portistas que embarcam na onda de que 'Temos de voltar aos anos 80 e jogar muito mais que os adversários e independentemente do tudo o que nos fazem'. Mas não chega. Futebol é técnica, é táctica mas também é feito de emoções. Imaginem o ânimo de um plantel que se vê com este prejuízo acumulado. Imaginem uma equipa que tem de reagir e atacar o resultado perante um acumular de 3 penaltis por marcar depois do historial que acumulamos este ano. Não é pedir de mais? Reformulando, é justo criticar a equipa quando não consegue dar a volta a isto? Não é uma atenuante de peso? Eu acho que sim.

Quanto ao futebol jogado, direi que foi mais que suficiente para ganhar o jogo e que o adversário teve uma oportunidade de golo em 120 minutos de jogo. Muito mais tiveram eles em 90 minutos contra o Benfica neste mesmo estádio. Já nós tivemos bola à barra, bolas tiradas por defesas em cima da linha e outras 4 ou 5 oportunidades bem claras. Mas as oportunidades de golo não poderão apagar o facto de que passamos os últimos minutos e o prolongamento a bombear bolas para a área. É um futebol redutor para o talento dos nossos jogadores e que apenas se adapta a um deles que é Depoitres. Sacrificar o futebol da equipa, só porque estamos a jogar com um 'pinheiro', é desvalorizante para o resto da equipa. Depoitres entra e tem de dar à equipa mais uma solução de jogo e nunca uma solução única de 'despejo' de jogo para a área.

Individualmente, dou o MVP a André André que foi o motor da equipa na sua melhor fase que foi na segunda parte. Gostei também de Jota e de Danilo. Pela negativa, José Sá que esteve muito inseguro e Layun que, pela terceira vez consecutiva, entrou mal para a posição de extremo.

Na terça-feira, mais uma vez e cada vez mais, temos o jogo da época.

6 comentários:

Mirone disse...

Se bem me lembro, isso era o que dizíamos sobretudo do Sporting quando andaram anos a queixar-se das arbitragens. Até chegaram a fazer enterros simbólicos dos futebol português com caixões e procissões no estádio. Somos todos feitos da mesma carne...

Nao consegui ver o jogo todo, só vi até aos 60 minutos e a 2 parte do prolongamento (pelo que me disseram foi a pior parte do jogo). Do que vi, sinceramente nao gostei, a equipa praticamente nao criou oportunidades de golo nesse período. O penalty sobre o Andre Silva e claro (nao vi os outros), e óbvio se fosse marcado as coisas mudavam, mas acho que devemos fazer mais. Sou daqueles otários (agora denominados na bluegosfera) que acham que nao nos podemos agarrar a isto. Quando as bolas la vão direitinhas nao vao haver Capelas ou Jooes Pinheiros em cima da linha a salvar.

Lusowine disse...

Desculpe-me mas é ridiculo o que diz.

Então mas para ganhar não temos de jogar mais e melhor que os outros? Então mas devemos estar à espera que nos marquem penaltis ou livres pra marcar golos? E já agora pegando neste aspecto, o aproveitamento das bolas paradas nesta equipa é no minimo risivel.

Dê-me um jogo em que um canto, ou livre tenha resultado em golo.

Pedro disse...

Acho bonita a exigencia dos portistas para com os seus, elevadissima, já para como os outros que intrevêm nos resultados dos nossos, é tudo normal, ridiculo, e tal e coisa

Deixo um desafio:
- vão jogar futebol contra uma equipa que faz 40 faltas num jogo (sem contar as que não foram assinaladas, das quias os 3 penalties são um bom exemplo), tentem receber uma bola e serem sempre agarrados, e terem uma equipa adversaria que não joga futebol mas sim kick boxing....
não devemos exigir que arbitrem em conformidade? se colocassemos metade da pressão nos arbitros e nossos adversários como colocamos nos nosssos jogadores estariamos muito melhor...

mas é assim, exigencia de ganhar, não exigencia de ser adepto/supporter....

Pispis disse...

Curioso cm eu acho q jogamos mt mais e melhor q o Chaves! Por que razão n nos podemos queixar do roubo a q fomos sujeitos? 3 penaltis?! Já estamos assim tao habituados a ser roubados? É q nos anos 80 e 90 jogávamos mt mas corríamos atrás do arbitro pelo campo fora se fosse preciso...

Relembro q ainda agora o Vieira foi castigado pelo q disse no camarote num jogo q ate foram beneficiados!!! É a diferença... Dp n jogam um crl mas n marcam o penalty do Lindelof nem a mao escandalosa do Mitroglou...

Parece q nós gostamos de ser comidos de cebolada...

prata disse...

Neste poucos comentários temos o espectro todo. Um idiota de um anónimo (que apaguei porque não faz sentido ter aqui opinião de não portistas) e o resto são as opiniões mais repetidas entre portistas. Há uns que acham que nos devemos focar mais nos erros próprios e outros, como eu, que acham que os erros próprios estão a ser agudizados pelo tratamento arbitral diferente a que temos estado sujeitos.

Não convém esquecer que pusemos o foco na arbitragem mas também apresentamos críticas a opções e a jogadores. Mas dado o prejuízo acumulado, temos de fazer barulho a ver se ganham vergonha, pelo menos...

Quanto ao Lusowine, já que começa com uma frase forte, eu também começo por dizer que, por muito bons que seja os vinho portugueses, não convem beber logo de manhã. É que não leu bem a frase e o comentário sai ao lado. É citado um tempo em que não nos chegava sermos melhores. Tínhamos de ser muito melhores porque estávamos a lutar contra poderes instalados com mais de 30 anos. É essa a comparação. Quanto às bolas paradas, temos andado mal, mas convem dizer que eliminámos a Roma à custa das bolas paradas.

reine margot disse...

Com algum atraso venho aqui subscrever o seu post! Infelizmente, para nós portistas o que se viu nos eua é o que conhcemos da lavagem cerebral que se faz e que obriga as pessoas a não usarem a própria cabeça para pensar!
Acabei de ler - também com atraso - a crónica do MST e lá vem outra vez a mesma ladaínha, que temos de saber jogar melhor que tudo e todos! Que é o mesmo que dizer que não faz mal a corrupção se para além dela conseguirmos ter um país rico !
Não, mesmo ontem os jogadores do kopenhagen a critério do árbitro, que não prestava, jogaram mais com os braços que com os pés, o que num jogo de futebol não pode ser. Mas, esconder isto atrás da crítica ao NES e à SAD não é defeito, é a nova onda ...
A arbitragem escandalosa com que nos têm mimado é um fator de mentira e falsidade no que está em disputa, e, que provoca claramente instabilidade, e como tal leva-nos a não ter tempo de ter equipas nem jogadores que cresçam ! ...

(Outra coisa que me ficou do jogo de ontem foi o apoio da "torcida" aos locais. Não ouvi um assobio a um corte deficiente, e sempre que o árbitro apitava um livre contra eles, mesmo que justificado ( e só foram justificados) havia um coro de assobios! )