quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Grupo fraco


Outra vez Herrera... Na crónica do jogo de Sábado destaquei o facto de André André ter ficado com a braçadeira e o facto de Herrera não a ter e de nem ter sequer jogado. Hoje terei de destacar Herrera novamente. O momento da foto é também duplamente satisfatório. Não só sai Herrera que estava a fazer um jogo bastante fraco, como reaparece Brahimi, finalmente como solução para a equipa. 

Mas foram poucos os momentos bons no nosso regresso à Champions. Lembro-me do do golo e do inesperado regresso de Brahimi. O golo apareceu cedo e sem que tivéssemos feito o suficiente. A partir daí, vimos um FCPorto incapaz de controlar o jogo e um adversário, que não é tão fraco como se pensava no dia do sorteio, mas também não é tão forte que possa vir cá causar problemas a um FCPorto a jogar o que jogou em Roma ou no Sábado, por exemplo. A lição a aprender é de que o Grupo é de facto fraco, mas o FCPorto ainda não está tão forte como em edições anteriores. Depois deste mau resultado, teremos de ir buscar pontos fora de casa. Pelo menos 4 pontos.

Voltemos à incapacidade de controlar o jogo. Aqui volto à minha luta. Este não é o meu meio campo. Um meio campo com jogadores que seguram melhor a bola como Ruben e André André, nos lugares de Danilo e Herrera, dariam mais e melhor posse e mais controlo sobre o jogo. Assim, no ataque o FCPorto dependeu um pouco da inspiração de Oliver e Otávio. Mas rematou muito pouco. No jogo de Sábado conseguimos controlar o jogo com golos. Hoje faltou o segundo, mas só se consegue se se rematar... Sem remates e sem golos não conseguimos ter capacidade para controlar o jogo. Tem sido notado que temos alguns problemas de posicionamento defensivo e ocupação dos espaços sem bola. Dá a ideia que a nossa reacção à perda de bola é forte, mas que não estamos preparados para recuperar quando esse primeiro ímpeto não funciona. Mais concretamente, se passam a nossa primeira linha de pressão, têm uma auto-estrada até à nossa defesa. E o Copenhaga tentou aproveitar para isolar no lado contrário os seus melhores alas que pressionaram a nossa defesa com inúmeros cruzamento perigosos. E isso fez com que o adversário fosse sempre perigoso até ao momento em que ficou com 10. A partir daí o jogo mudou. O FCPorto passou a atacar cada vez mais e cada vez pior, perante um Copenhaga cada vez mais defensivo. Brahimi trouxe mais critério ao ataque, mas não chegou.

Individualmente, gostei de Otávio e Oliver. Dou o MVP ao primeiro pelo golo. Gostei da entrada de Brahimi que trouxe alguma clarividência a um jogo ofensivo que estava um caos. Acho que Nuno poderia ter arriscado mais com a entrada de Depoitre por Herrera. Os centrais estiveram muito pressionados e responderam satisfatoriamente. Alex Telles acabou por fazer um jogo manchado pelo lance do golo adversário. Nota negativa, mas tem sido um jogador de adaptação surpreendentemente rápida. O lance do golo resulta de uma arrancada dele. Layun estava muito nervoso e complicativo no final. André Silva também.

Siga para Tondela! Estamos em perseguição e só os 3 pontos interessam.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Descansado



Não me recordo do último jogo descansado no Dragão. E o de ontem só o passou a ser depois do primeiro golo. Ainda assim, passar toda a segunda parte a tentar adivinhar 'por quantos' é algo que não tem sido nada vulgar nos últimos tempos. Outra coisa que me dá um descanso extra é aquela braçadeira no braço do André André. Ainda por cima é um misto de 'esta braçadeira é para portistas!' e o um 'como é possível o Herrera ser capitão?'. Dupla satisfação portanto...

Nuno tem procurado puxar pela força do Dragão e parece-me uma óptima estratégia, porque me parece que acompanha as palavras com os actos. Vê-se que ele põe mesmo a 'carne toda no assador'. Por exemplo, estreou a dupla de avançados e jogou com Otávio, André André e Oliver no apoio. É um esquema alternativo, que ainda não foi deslumbrante, mas que promete. Sobretudo a partir do momento em que passámos a resistir à tentação de jogar directo no 'pinheiro' e passámos a jogar mais com a incorporação dos laterais. A ideia é manter uma pressão sobre a defesa contrária , mas também de aproveitar as incursões dos médios que abrem o caminho para os laterais chegarem com espaço. Dá até a ideia que a altura em que estávamos a tirar melhor partido do esquema foi 'interrompida' pelos dois golos de rajada. A partir daí houve uma tendência para descansar no jogo e vieram as primeiras alterações. Vem aí o primeiro jogo da Champions. Não é ideal, mas compreende-se sobretudo nos jogadores titulares, que andaram a passear pela Europa e pelo Mundo nos últimos 15 dias. Mas aquela entrada na segunda parte deixou água na boca, porque nos últimos tempos não tivemos plano B. Qualquer alteração táctica parecia ser assimilada e imediatamente regurgitada. Não foi o caso.

Individualmente, gostei do Layun e dou-lhe o MVP. Estou um pouco influenciado por aquela correria ao minuto 87, confesso. Ainda assim, Maxi vai ter trabalho para recuperar o lugar. Mais uma vez, participação activa em dois golos. Gostei também do trio do meio campo ofensivo, sobretudo pelas saudades de Oliver e pelo regresso de André André às boas exibições, que já tinha indiciado na primeira parte com o Sporting. Trio muito dinâmico e criativo. Com Ruben por trás seria ainda melhor... Não sendo possível, o que desejo para já é mais disto e menos Herrera. Será pedir demais? Depoitre e André Silva foram crescendo com o jogo. Com Depoitre proponho o mesmo exercício que proponho para Felipe: vamos tentar ignorar o preço e a idade e tentarmo-nos focar apenas na sua utilidade. Vai ajudar... Por falar em Felipe, esteve especialmente trapalhão. Jota entrou tímido, ao contrário de Corona.

Para terminar, parece-me uma boa altura para voltar a falar de árbitros. Acho que o rescaldo de uma boa vitória é sempre uma altura mais insuspeita para chamar a atenção para uma tendência preocupante. Além disso, convem começar já a traçar uma estratégia de reacção porque isto não parece que vá mudar com indiferença e queixas ligeiras e espaçadas. O nosso prejuízo nos jogos da Liga têm sido constante, consistente e isso tem de ser atacado como o problema que é. Os nossos adversários estão em planos opostos. No Sporting estão bem caladinhos num claro sintoma de que as coisas lhes vão correndo bem ao nível da arbitragem. Tal deve-se aparentemente ao sucesso da estratégia de contratações para as camadas jovens (se é que me entendem...) e a uma implantação mais forte na equipa da 'manhosice' do seu treinador. Já no Benfica, vão à frente no 'campeonato do choro' apesar de apresentarem razões de queixa bem inferiores às nossas. Começámos com uma expulsão de Alex Telles que nem daria falta em Alvalade. Depois veio um jogo em casa que estranhamente acabou sem penaltis a nosso favor. Em Alvalade foi o que todos vimos: uma vergonha! Poderíamos pensar que a roubalheira da última jornada resultaria em benefício. Pois foi o inverso. Ontem tivemos um golo mal anulado e pelo menos duas expulsões perdoadas. Os lances de domínio com a mão em Alvalade geram 'dúvidas' (ainda ontem houve um no primeiro golo). No Dragão geram certezas. A imagem que anda a circular pela net prova que não só não há mão de André Silva, como seria penalti, provando adicionalmente que o árbitro tentou adivinhar o lance. Não teve hesitação nesse lance, mas hesitou em expulsar Alexandre Silva perante falta óbvia para segundo amarelo. Em Alvalade também não houve hesitação e ficaram 60 minutos contra 10... Pedro Martins também não hesitou em tirá-lo de campo imediatamente. Sintomático. Para terminar, tivemos um lance na segunda parte de UFC em que tivemos um takedown por trás e pelo pescoço. Vale tudo... Abram os olhos! 'Quem não chora não mama'? E já agora, antecipando já um video que iremos publicar no nosso Facebook, há que pôr mais pressão no árbitro perante estas decisões! Sobretudo no Dragão!

Vem aí a Champions!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O milagre do Agosto no FCPorto


Duas perguntas surgem de imediato a quem começa a ler este artigo. Qual milagre e o que é que uma personagem do Seinfeld tem a ver com o que quer que seja? 

O milagre é simples de descrever. Com esta pré-época, com este calendário,  com este jogadores, é praticamente um milagre não estarmos já na Liga Europa e afastados da contenda do título. Já sei que nunca estaríamos longe, mas ninguém nos afasta da luta, por muito que reconheçam que temos um plantel inferior e tenhamos perdido num campo de um adversário directo. A maior prova é a arbitragem do jogo em Alvalade. Os portistas reconhecerão com facilidade que, nos anos anteriores, sobretudo no último, para perder em Alvalade não era preciso sermos roubados indecentemente. Bastava aparecer lá com a nossa melhor equipa... Pois este ano, de facto, a equipa parece bem mais competitiva na prática, do que na teoria. Milagre, digo eu. 

Vamos ao George Costanza. Lembrei-me dele e do famoso episódio do 'Opposite George'. George atinge o ponto mais baixo da sua vida e tem uma epifania: «Se todas as decisões que me trouxeram a este ponto estão erradas, a partir de agora terei de fazer o oposto do que me transmitem os meus instintos!». E começou logo por abordar uma miúda desconhecida com aquela tirada de marketing pessoal invertido.

Esta pré-época foi mesmo o oposto do que deveria ser. O oposto do que foi a primeira época de Lopetegui. Todos sabemos o resultado, mas não custa admitir que essa época foi bem preparada. Também tínhamos uma pré-eliminatória da Champions e lembrar-se-ão que o treinador foi apresentado logo em Junho, que lhe foi dado um papel fundamental na construção do plantel, que  este foi feito à medida das suas ideias e que as contratações chegaram a tempo. Casemiro chegou ainda na pré-época, e mais tarde, chegaram apenas bons suplentes que foram Aboubakar e Marcano, se não me engano. Até Jackson, renova em plena pré-época tornando mais difícil a sua saída imediata. Todos os jogadores nucleares fizeram a pré-época e apresentámos em Lille uma equipa que espelhou na perfeição o que seria a nossa nova forma de jogar. Bem feito, mas não resultou! Que tal tentar o 'mal feito'? Eis o oposto de todos os instintos de bom planeamento de uma época desportiva:
- Instabilidade no plantel: Construção do plantel arrastou-se durante um longo período de indefinições. Quando chega o central? Quando vendemos o Brahimi, o Aboubakar e o Indi? Contratámos um lateral esquerdo quando temos um jovem promissor e um titular que foi dos melhores na última época? E o Mendes que tem tantos jogadores não mete cá nenhum de jeito? Todas estas perguntas fariam sentido no primeiro mês de pré-época. Na noite do último dia do mercado são apenas assustadoras. Quando se escolheu Nuno Espírito Santo sabia-se que é um treinador especial com um empresário especial que, por onde ele andou colocou sempre muitos jogadores, substituindo-se um pouco às direcção de futebol dos próprios clubes nessas decisões. Pelos vistos, aqui colocou apenas um, João Carlos.
- Instabilidade de rumo - Quem via as entrevistas do Presidente, julgava que iríamos ter um FCPorto mais portista com promoções da equipa B e regressos dos emprestados que Lopetegui fez questão de ostracizar. Dessa linha de pensamento sobram apenas Otávio e André Silva. É de referir ainda que Pinto da Costa se mostrou desiludido com a estratégia de ter jogadores emprestados na nossa montra e no final do mercado chegaram dois nessas circunstâncias. E não convem esquecer o que o presidente disse sobre o facto de contratar para Lopetegui jogadores que nem conhecia. Parecia que seria um rumo a abandonar, mas já sabemos que Depoitre, João Carlos são opções de Nuno e só de Nuno. Foi o presidente que nos garantiu. Muita coisa muda em 3 meses...
- Instabilidade técnica - Nuno Espírito Santo começou por preterir Adrian, colocando-o na equipa B para depois o pôr a titular no primeiro jogo de dificuldade máxima. Nesse mesmo jogo, apresenta uma esquema táctico nunca testado na pré-temporada resultando numa entrada em jogo desastrosa. Contratámos recentemente um tipo de 9 que nunca pareceu enquadrável no estilo de jogo que a equipa vem apresentando, sobrando dúvidas sobre a sua real utilidade nesta forma de jogar. Recambiámos Sérgio Oliveira para os Jogos Olímpicos e damos-lhe minutos dias após o seu regresso. Uma serie de incongruências a juntar à falta de opções de um plantel completamente indefinido.
- Instabilidade na comunicação - Temos uma newsletter diária que assumiu por completo a comunicação portista. Perante o que foi sucedendo com o circo de entradas e saídas e testes médicos falhados, etc. temos apenas uma newsletter. E perante o que sucedeu em Alvalade? Temos uma newsletter. Nada de Presidente. Este apenas aparece depois da vitória de Roma, para reclamar de um atrasado mental de um comentador, que é tão fanático que já só incomoda quem quer ser incomodado. Mas sobre a nomeação deste árbitro, o seu desempenho, sobre a relação estranha entre os dirigentes da arbitragem e o Sporting e as suas camadas jovens, nada.
- Instabilidade directiva - Para completar com a 'cereja no topo', instabilidade directiva confirmada pela saída de Antero Henrique, que se sucede à saída menos recente de Angelino Ferreira. Tudo sinais preocupantes. Angelino sai porque não concorda com o rumo económico e Antero sai porque não concorda com o rumo do futebol. O que sobra? É que são dirigentes que estiveram ligados a grandes conquistas e duvido que alguém lhes consiga apontar um pingo de incompetência e de falta de preparação. Se há coisa que sempre tivemos, mesmo em épocas de seca foi coesão directiva. Agora nem isso. Terá caído o nosso mais elogiado pilar, 'a estrutura'?

Perante tudo isto, a equipa está viva e apresenta energia e vontade que não se tinham visto recentemente. Milagre! Até quando? 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Clássico é de azul-e-branco!


Existem tantas coisas por onde pegar neste jogo que mais vale começar pelo equipamento. Amarelo?! Clássico é de azul-e-branco! Mas ok, tivemos jogo em Roma e os equipamentos podem não ter ficado secos a tempo.

Quanto ao futebol jogado, entramos muito bem mais uma vez, oportunidade de André Silva e pouco depois golo de Felipe. Mais uns minutos, cotovelada de Coates em André Silva, mergulho de Slimani para a piscina aos pés de Marcano, mão de Gelson e golo de Slimani. Chega de futebol jogado?

Continuemos. Antes, inacreditável como Bruno César não leva amarelo após entrada violenta sobre Otávio. Se tivesse levado se calhar já não fazia outra entrada dura perto do final do jogo a Felipe, esta sim, com direito a amarelo. Cotovelada de Slimani a Layún. Ruiz faz grande defesa na área do Porto e assiste Gelson para o segundo.

Portanto, para além de toda a intimidação que os nossos jogadores foram alvo, com constantes cotoveladas e entradas à margem da lei, tivemos ainda um criterio alargadíssimo na análise dos lances da mão que resultaram em golos. Este criterio foi tão largo que até Layún, na segunda parte, a tentar cruzar viu Zegellar a fazer mais uma grande defesa e impedir que a bola chegasse à área.

Vamos a outro? Disputa de bola entre William e Otávio. William entra com o pé em riste e dá mão, o jogo prossegue. Ação imediatamente a seguir: cotovelada de William a Otávio.

Esta é o principal aspeto positivo no Porto: mesmo perante um ambiente adverso, um futebol intimidatório, um árbitro permissivo, mesmo depois de perder o único ala de raíz ao intervalo, o Porto nunca se rendeu. Se o fez da melhor forma? Não. As substituições não ajudaram. Oliver com dois treinos, Danilo e Herrera sem poderem com um gato pelo rabo e o NES tira o Otávio?! Pior, mete o Adrian! Perdemos o meio-campo, aliás, não tivemos mais ninguém para correr atrás deles e a partir daí o Sporting controlou o jogo a pesar de mesmo assim ainda termos o mau dominio de Layún e a passividade de Adrian que podiam ter resultado em oportunidades de golo muito mais evidentes.

Destaco Casillas porque mesmo velho e depois de uma carreira cheia de títulos vibrou como ninguém a roubalheira de que fomos alvo, André André pela segurança e qualidade na posse de bola e a magia de Otávio. Este Deco em ascenção jamais pode ser substituído quando estamos dentro do resultado.


Agora vem Mangala, Oliver com mais rotinas e Rui Pedro a ser chamado à A para alternativa a André Silva e pronto, está feito. Vamos ser campeões! :-)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Porto nunca se rende!



Finalmente estas frases deixaram de ser balelas e tivemos direito a algo que já não víamos há muito no nosso Porto! Grande noite europeia, depois de um resultado adverso na primeira mão, frente a uma equipa muito forte de um dos campeonatos europeus mais relevante, pese o deserto que o calcio atravessa agora! Mas investir mais de € 100M na equipa não é para todos…

Começamos com o 11 expetável para o jogo no Dragão e a assumir completamente o jogo, nem seria de esperar outra coisa mas depois dos jogos com o Villareal e Roma no Dragão em que jogamos na expetativa, e depois dos traumas infligidos por Lopetegui (em Londres, contra o Chelsea, em que jogamos sem avançado quando precisávamos de ganhar) ou Peseiro (em Dortmund, que foi claramente para não perder a eliminatória na Alemanha) ninguém sabia ao certo o que esperar do Porto. Refletido até nas casas de apostas que davam apenas 25% de probabilidades do nosso clube ganhar no Olímpico!

A entrada forte e a felicidade de marcarmos no início (Felipe já andava a ameaçar marcar um golo na baliza certa há alguns jogos) trouxe tranquilidade e principalmente confiança à equipa. E quando começávamos a ceder alguns metros perigosos à Roma, recuando bastante no terreno, e até já esperávamos que na segunda parte estivéssemos completamente metidos no ferrolho, De Rossi fez questão de nos facilitar a vida e não fosse o remate de Herrera no último lance da primeira parte sair ligeiramente ao lado e já não era preciso que Emerson também quisesse partir a perna a Corona (curioso que quem acabou por partir alguma coisa a alguém foi Corona a quebrar os rins a Manolas)!
  
Contra 9 devíamos ter controlado melhor o jogo e não dar azo a tantas investidas adversárias, principalmente com faltas estúpidas perto da área mas o jogo e a pressão no resultado era enorme e com uma equipa jovem como a nossa não se podia exigir muito mais.

O que podíamos exigir a Sérgio Oliveira é que entrasse em campo com clarividência: não soltar a bola, levar um amarelo estúpido passado 30 segundos e um remate estúpido num livre direto. Totalmente o oposto da entrada de Layun.


Destaque para a defesa de Casillas logo no primeiro minuto e uma outra de recurso com os pés; para Felipe, imperial nas alturas e ainda por cima com um golo decisivo na baliza certa; André André e Otávio, essenciais a segurar a bola e a permitir que a equipa continuasse bem subida e compacta; Layún pela forma como entrou e, mais uma vez, a trabalhar para estatísticas com mais um golo; e Corona, a culminar a exibição com um belo golo!

Notas do apuramento:
- 21ª aparição na Champions, ao lado de Real e Barça!
- Apesar de precisarmos de reforços noutras posições: bienvenido Oliver!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Andréééé Silva!


Estamos todos com a sensação de que começa a nascer uma lenda no Dragão! Convem não esquecer que tem 20 anos e só espero que o continuemos a tratar da mesma forma quando/se os golos não aparecerem com tanta frequência. Mas para já, André Silva personifica tudo o que queremos de diferente para esta época, em relação às anteriores: mais garra, mais qualidade e mais sentimento. Em suma, mais Portismo! Esta evolução do André e a maneira de jogar de Otávio têm empurrado consecutivamente a equipa para a frente e isso dá ainda alguma ilusão para o jogo de terça-feira. Será uma batalha e terá de ser jogada como tal.

O jogo de sábado também acabou por ser difícil. Tornou-se e foi de uma forma um pouco inesperada para quem viu o arranque do jogo. Foi também inesperada para mim, visto que a equipa que jogou é muito próxima da que eu tenho na minha cabeça de 'treinador de bancada'. A única alteração substancial que teria seria o Brahimi no lugar do Varela mas, pelos vistos, não é possível. De resto, meio campo com Otávio no meio e Ruben atrás. É óbvio que a dificuldade não apareceu por se experimentar este meio-campo. Surgiu porque a bola não entrou. O facto de Herrera e Varela terem estado tão desastrados também não ajudou. A bola foi batendo em todo lado, menos nas redes e a equipa foi se ressentindo. Tal não significa que tenha esmorecido e esse é o facto a destacar. Não parámos de tentar e a recompensa veio no final pelo herói habitual. Poderá parecer precipitação, mas estava com a sensação de que teríamos empatado este jogo com a equipa do ano passado. Passo a explicar. Não está em causa a qualidade dos jogadores ou treinador. É apenas uma questão de intensidade de jogo. Vamos lá mais vezes. Dá até a ideia que rematámos e cruzámos demasiado e algumas vezes sem preparação. Mas tem sido uma procura incessante da baliza e isso é uma evolução. Poderão ter reparado que tivemos oportunidades de golo depois do 1-0 que foi aos 85 minutos... Em suma, bom resultado, exibição interessante, eficácia medíocre. 

Individualmente MVP óbvio para André Silva. Decide o jogo. Gostei também, mais uma vez dos laterais. É certo que Layun insiste muito na mesma jogada mas é fácil de reparar que três das melhores oportunidades resultam desse movimento, seja o golo, seja o cabeceamento do Sérgio, seja o cabeceamento para a própria baliza do jogador do Estoril que até foi à barra. Enquanto funcionar... Gostei também de Ruben. Seria de esperar... É o meu jogador preferido do plantel e não o escondo. Poderei dizer que falhou mais passes do que o habitual mas também arriscou mais. Foi importante naquele primeiro ataque ao contra do adversário e ganhou muitas bolas nessas situações. Otávio reagiu bem à alteração para zonas centrais mas não teve o rendimento global dos últimos jogos. Ainda assim, é ali que tem de jogar. Pela negativa Varela e Herrera. Que desastrados! Preocupa sobretudo em Herrera. É que assim, ninguém o vem buscar...

Para terça-feira temo que Nuno deverá apresentar uma equipa menos ousada. Aposto que deverá apresentar: Iker; Maxi, Felipe, Marcano e Alex; Danilo, Herrera, André André e Layun; Adrian e André Silva. Ou Corona Ou Otavio no lugar de Adrian. Joga-se a época!

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Não faltam motivos


Acabou por ser um momento que marcou o jogo de ontem. Acabou por ofuscar o desnorte inicial, a boa reação e algumas decisões estranhas ou erradas da equipa da arbitragem. De facto, não é normal ver-se um jogador a chorar no banco, muito menos no início da época. Isto com a agravante de se tratar de um capitão de equipa e um dos portistas do plantel. Não foi propriamente uma reacção 'à Rochemback', mas se Rúben chora por não ter sido opção, faz mal. Mas eu acredito que Ruben é tão portista como eu. E sendo assim, não faltam motivos para chorar... Poderei deixar apenas alguns:
1) Poderá ter vontade por chorar pelo facto de, apesar de estarmos em pré-época desde Março, termos um plantel mais desequilibrado do que há um ano, e há dois e mesmo há três anos, na mesma altura. E todos sabemos que essas foram épocas de tanto sucesso...
2) Pode também chorar pelo facto de ser claro há meses que a equipa precisava de reforços e perceber que eles tardam a chegar. Havia claras lacunas em termos de criatividade. Veio Otávio mas já está encostado à ala. Vale-nos o facto de ele se estar a adaptar bem, mas continua a ser pouco. Na defesa precisávamos de reforços. Um titular ou dois para a zona central e boas alternativas para a lateral. Vieram dois brasileiros, um parece bom e outro parece mau. O problema é que o bom veio para a zona onde apenas precisávamos de alternativas e o mau veio para a zona mais carenciada. Está tudo ao contrário. Que planeamento é este?
3) Também me entristece bastante perceber que tenho um treinador que é daqueles que muda tudo antes dos jogos importantes. Vi este 1-4-4-2 apenas por minutos na pré-época e isso notou-se nos tais primeiros minutos que NES classifica como discretos. Eu lembro-me de outras palavras por 'D' como desnorte, desorganização ou diferente de tudo o que vimos até agora, seja na pré-época ou em Vila do Conde. Isto para nem falar no facto de este esquema expôr ainda mais as lacunas do plantel e alguns dos grandes erros deste inicio de época, como por exemplo a trapalhada da inscrição de Depoitre na UEFA. Nem se percebe que, sendo esta a táctica, um jogador como Bueno não estar sequer no banco. Nem aboubakar, mas falo desse já a seguir.
4) Também me daria vontade de chorar se visse a a equipa a precisar de reforçar o ataque e olhasse em redor e tivesse apenas laterais, extremos e médios. Nenhum avançado. Reparem que todas as substituições que NES fez, afastaram a equipa da baliza adversária. Tira um médio e mete outro. Tira um avançado e mete um extremo. Por último, ia tirar o Otavio para meter o Ruben. Lá percebeu que seria certamente a sua primeira assobiadela no Dragão e foi a tempo de corrigir. Mas não foi a tempo de eliminar a indicação clara de desnorte. E até percebo que ele estivesse desnorteado. Olhava para o banco e não tinha soluções para continuar a encostar a Roma 'às cordas'. Mas foi ele que pôs Brahimi e Aboubakar na bancada. Foi ele que tirou Bueno das opções. E ele também não é totalmente alheio à trapalhada de Depoitre.

Enfim, não faltam razões para estarmos apreensivos. Tudo foi mau nos últimos anos e este ano tudo parece na mesma. Ainda assim, convem não esquecer que esta equipa tem demonstrado bastante fibra. Garra bastante superior à qualidade de jogo, mas não deixa de ser um óptimo sintoma e um ponto a favor de NES. No primeiro jogo, começámos a perder num dos estádios mais difíceis do campeonato. Ontem levámos um 'baile' nos primeiros minutos, que podia ter resultado num 'score' irrecuperável. Sou capaz de arriscar que as equipas dos últimos anos não seriam capaz de reagir a isto. Mas será que chega? Será que a garra resiste a mais erros de Felipe? Será que a garra de Otávio, de Maxi, de André André e de André Silva vai continuar a sobrepôr-se à apatia natural de Adrian e momentânea de Herrera e Corona? Será que a fantasia de Otávio vai continuar a fazer esquecer a de Brahimi? Será que os falhanços de André Silva não vão passar a ser tratados como os de Aboubakar? Certamente! Pelo menos até ao primeiro grande desaire...

O jogo começou por correr bastante mal e a eliminatória poderia ter ficado decidida naqueles primeiros 20 minutos. Com a reacção e com a expulsão, o resultado passou a 'saber a pouco'. Perdemos uma boa oportunidade de ganhar vantagem perante uma adversário que confirmou ter mais e melhores argumentos. Mas cometeu um erro disciplinar grave que não soubemos aproveitar. À medida que o jogo se aproximava do final, a ausência de opções no banco afastou a equipa da reviravolta. A arbitragem também não ajudou muito. Há um penalti claro antes do intervalo e houve mais um lance decidido com acesso a imagem televisivas. Bem decidido aliás. Mas ficou claro que nenhum dos árbitros tinha a certeza. E não me lixem! Acham mais provável que o lance tenha sido clarificado por aquele gajo que tem monitor ou pelas duas conversas que o árbitro teve com o fiscal, que também não levantou a bandeira, e com o árbitro de área, que está numa péssima posição par avaliar? Se é para utilizar a TV que se assuma e passa a ser igual para todos.

Individualmente Gostei de Otávio, para mim o MVP. Gostei também do desempenho dos dois laterais, sobretudo Alex. A garra dos Andrés é contagiante e muito importante para a equipa. Adrian não fez um grande jogo mas é um Adrian melhor do que vimos há dois anos. Ainda não chega. Casillas teve uma grande trapalhada, mas foi-se redimindo. Pela negativa todo o contributo do banco duas e Felipe. Temo que enquanto for titular será presença constante entre os piores. 

Estamos dentro! Não pensei que fosse possível. Muito menos aos vinte minutos do jogo de ontem...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dúvidas, ainda...


Está apresentada a versão 2016/2017 do FCPorto. Tal não significa que os contornos estejam bem definidos. Já sabemos que a data de fecho do mercado está longe e que isso torna impossível que um clube vendedor, como o nosso, tenha o plantel definido nesta altura. É uma atenuante que não ajuda a explicar o estado de incerteza que vivemos em todos os sectores, com a excepção da baliza. E isso, perante a seca de título de que padecemos, é muito preocupante! 

Mas quem vê este entendimento entre Otávio e André Silva e os resultados que nos tem trazido nos últimos jogos, até pode achar que estou a exagerar. Para quem tiver essa tentação, aqui fica uma listagem das minhas maiores preocupações: 
- O plantel tem lacunas e Nuno e o clube fazem questão de o mostrar a todos, incluindo os jogadores, ao guardarem 'caprichosamente' as camisolas 4 e 9 para os 'reforços'. Se acham que é coincidência, tentem explicar-me porque é que o 9 saiu das costas de Aboubakar? 
- Vamos aos proscritos. Acho esta história do Aboubakar e do Brahimi muito estranha. Não poderá ser uma luta anti-Doyen porque Corona tem um papel reforçado no plantel deste ano. Isto para não falar da óbvia relação de Nuno com o Mendes e não oficialmente de Mendes com a Doyen. Não sendo isso, acho difícil de compreender que dois dos melhores jogadores do plantel passem da titularidade para a bancada. Com Indi acontece o mesmo. Será que incomodam pelo facto de terem mais talento que os titulares? Desestabilizam? Não consigo compreender. Ou se assume que há problemas disciplinares com estes jogadores ou teremos de concluir que é uma gestão de clube pequeno. Isto porque não há qualquer argumento técnico que me convença que Brahimi não é o melhor extremo do plantel, que Aboubakar não é um dos dois melhores avançados e que Indi não é um dos dois melhores centrais. Se são para vender, jogam enquanto tiverem contrato, como se exige a qualquer profissional. Se são para vender, venham já os reforços. É que não vamos lá com Adrians e com Varelas. Jogam os melhores e no banco estão as melhores alternativas. Manda a lógica e o bom senso!  
- Seguimos pelos centrais. Os erros de Chidozie assustam e muitos começam a traçar-lhe um futuro modesto no clube. Mas não posso deixar de reparar que ele tem falhado numa posição em que pelo menos 3 centrais, de 7 milhões de euros cada, não fazem melhor. Recordo que o nigeriano tem 18/19 anos... Estou a falar de Indi, Reyes e Felipe. Reparem que já incluo Felipe neste grupo. Confesso que não me entusiasma. Não acho que se destaque de nenhum dos outros centrais do plantel, o que é uma desilusão, dado o preço e dada a idade. Simplificando, um central que custa 7 milhões e que tem 27 anos não pode ser apenas um projecto de jogador ou um jogador para se ir adaptando. Daí o 4 estar livre. É preciso um patrão mas os 7 milhões dariam jeito para contratar um jogador melhor e talvez mais novo...
- De seguida os avançados. É mesmo difícil perceber como é que temos todas as nossas esperanças entregues a um miúdo (mas não lhe damos o número mítico do bibota) e temos na retaguarda um eterno flop que começou esta pré-época a treinar com a equipa B. Falta alguém. Fala-se de um 'pinheiro' belga e eu fico sem saber se sabemos como queremos jogar. A única certeza é que nos dão é que Aboubakar não serve.
- Depois temos os laterais. Também se contratou um titular para a lateral esquerda. Confesso que ainda não me entusiasma, mas também não me assusta, como no caso de Felipe. O plantel segue mais composto mas falta ainda uma outra solução para fazer sombra a Maxi. Sempre poderemos assistir ao desempenho dos nossos melhores laterais. Mas para isso teremos de ver jogos do Rio Ave ou o campeonato francês...
- No meio campo Herrera continua a secar tudo. Sempre um jogador que tanto promete e que tão pouco concretiza. A maior façanha que atribuo a Herrera é o facto de ter conseguido fazer com que todos os treinadores fraquinhos que por cá têm andado  abdiquem do 10 para deixar espaço para o menino correr e fazer um bom jogo de 4 em 4. Haja coragem para tomar as decisões que nós precisámos no meio campo. Precisamos de um verdadeiro 10 ao leme do nosso jogo ofensivo. Seja ele Otávio ou Evandro ou até João Carlos. É preciso voltar ao nosso verdadeiro esquema. O que tantos títulos nos deu. Estes Herreras e Guaríns disfarçados de 10 não me convencem. E já agora precisamos de Ruben Neves atrás. Sei que isso implica um campeão europeu no banco mas é esse o futebol que eu gosto. Danilo é bom mas não é o melhor 6 do plantel. 

Já sei que nem tudo é tão mau como aqui pintei. Mas isto são preocupações e frustrações que tenho, causadas por esta gestão de clube que considero irreconhecível. Esta é uma boa altura para descarregar. Sempre ficamos com uma boa lista de bitaites para comparar com o resultado final. Que não haja razões para dar razão aqui ao menino...