quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dragão dá força


Poucos terão sido os que não terão soltado um fo$%#§-se quando olharam para o onze inicial. Eu soltei vários no meio do trânsito... Mas deu em vitória. Como tal, o asno transforma-se num génio! 

Mas não entrarei em grandes euforias. É certo que, depois do campeão alemão na época passada, foi a vez do campeão inglês sofrer no Dragão. Mas este jogo está bem longe dessa exibição de luxo da época passada. Também não podia ser com uma equipa tão renovada. Não gostei das opções iniciais mas gostei muito da exibição. Gostei da garra, gostei do ritmo da segunda parte e gostei de sentir que o estádio estava a ajudar a equipa a superar-se. Isto apesar de reconhecer que tivemos ontem a 'pontinha' de sorte que nos faltou na passada sexta-feira.

Vamos à táctica inicial. Pareceu-me limitada por ser demasiado conservadora. Limitada no apoio dos laterais que ocorreria apenas pela direita. Limitada por ter três médios de características defensivas. Limitada por esconder um médio na posição de extremo fazendo com que nunca se buscasse a linha pelo flanco direito. E por fim, limitado porque havia o risco de não conseguir fazer chegar a bola aos únicos desequilibradores da equipa: Brahimi e Aboubakar. Isto era a teoria. A prática começou por confirmá-la. A bola não entrava na frente e a pressão do Chelsea rendeu algumas oportunidades perigosas que Casillas resolveu. O tempo foi passando e Brahimi e Aboubakar foram emergindo no jogo. Ruben Neves foi ocupando o espaço entre eles e o resto da equipa e fomos melhorando. A melhor fase chegou já depois dos golos, com momentos de total subjugação de um adversário, já de si traumatizado. Poderíamos ter conquistado um final de jogo mais descansado. Era merecido pela boa segunda parte que fizemos. Deu-me mesmo a sensação que a equipa foi crescendo no jogo, também alimentada pelo público e pelo grande ambiente no Dragão!

Individualmente não encontro más exibições Achei alguns jogadores mais nervosos, como Marcano e Danilo. Tivemos grandes exibições de Brahimi, Aboubakar, de Maxi e de Martins Indi. Mas para mim o destaque vai para Ruben Neves, MVP. Primeiro porque foi o elemento agregador da confusão táctica implementada por Lopetegui. Depois porque fez de tudo defensivamente e ofensivamente. Até teve um dos lances mais perigosos da equipa. Imbula fez a sua melhor exibição pelo FCPorto. Tardava mas aconteceu.

Em suma, bom jogo, boa atitude mas não convém esquecer que este 2-1 poderia facilmente ser um 5-4.  Ou pior. O jogo poderia ter acabado como acabou a primeira parte... Ainda temos muito a melhorar!

Domingo voltámos ao Dragão. Espero já ter um resultado descansado quando chegarem as primeiras sondagens...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Longe do Dragão


Começam a incomodar estas perdas de pontos fora do Dragão. São já quatro pontos perdidos para o campeonato e dois na Champions. Mas julgo que este jogo teve pouco a ver com os jogos da Madeira e de Kiev. Comparando com o do Marítimo jogámos muito mais. Lopetegui arriscou tudo, tendo terminado com três defesas e cinco avançados. E por aí acabou por ser um bocado estranho. Ao contrário do que aconteceu na Madeira, tivemos reacção ao golo sofrido, em campo e no banco, e acabámos por obter o mesmo resultado... No mínimo, irritante! Além disso, tivemos as lesões. Primeiro o nosso jogador mais desequilibrante e depois Maicon numa altura em que ele era o único central em campo. 

Neste jogo mostrámos uma boa capacidade para criar oportunidades de golo. Foram muitas e tornam o resultado algo injusto. Por outro lado,  a nossa defesa pareceu manteiga nos dois golos sofridos. Um posicionamento defensivo ridículo, tanto no primeiro como no segundo golo. Tudo isto resulta em 'mixed feelings'. Por um lado gostaria de valorizar a atitude ofensiva e as circunstâncias invulgares que marcaram o jogo, por outro, tenho de reconhecer que estamos a sofrer golos com uma facilidade assustadora. Poderemos também entrar na linha de pensamento da época anterior: será que teríamos empatado se tivessem jogado Aboubakar ou Ruben Neves? Pois...

Individualmente, não achei que houvesse nenhuma exibição muito boa. Dou o MVP a Maxi porque me pareceu o mais regular e porque está nos dois golos. Maicon marcou um grande golo mas esteve muito mal no primeiro golo sofrido. Osvaldo teve bons pormenores e alguns maus, poucos. Já se viu mais do que nas aparições anteriores. Corona jogou muito mais no meio do que na ala. Danilo continua a perder terreno para Ruben. Não ganhamos grande coisa em termos de segurança defensiva, veja-se no segundo golo sofrido, e perdemos em organização ofensiva. Layun, Tello e Varela não estiveram mal, mas também não ajudaram muito. Aboubakar não teve muito tempo mas quase decidiu. Casillas voltou a fazer tudo o que podia.

Na terça segundo jogo de dificuldade máxima no Dragão. Não me parece uma má altura para defrontar o Chelsea...


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

André André André André André André André André André André


Apenas repeti o nome do portista 5 vezes e deu para encher a linha. Se continua assim, já estou imaginar aquele cântico alternado entre a bancada Sul e a Norte só que em vez de «Puuuuorto!», teremos «Andréééé´!». É difícil de imaginar a adrenalina que um portista, como o André terá, a marcar um golo tão decisivo, naquele estádio, perante aquele adversário! Como diria o Bibota, terá sido orgásmico!

Comecemos pela primeira parte. Já dá a sensação que não existiu. Foi engolida pelo impacto do resultado. Mas existiu! E foi confrangedora! Como é meu hábito, desloquei-me ao interior do estádio para ver o resumo da primeira parte e, pelas duas jogadas que a Sportv mostrou, nota-se que precisaram de ter imaginação para considerar que aquilo foi sequer perigoso... Um remate em 45 minutos é pobre demais! Ainda por cima, com o adversário a ter as três primeiras oportunidades do jogo pondo o nosso guarda-redes como o nosso melhor elemento até então. Futebol nervoso, desgarrado e desinspirado. E tudo isto no jogo em que Lopetegui apresenta um onze muito próximo do consensual. Muito parecido com o que eu previ aqui. É até caricato reconhecer que quando Lopetegui não inventa, corre mal, quando resolveu inventar com irritantes 'trocas-por-troca' que pareciam indicar algum receio, faz com que o jogo apareça resolvido. 

Foi de facto um FCPorto bipolar o que se viu no Dragão. Na segunda parte, o onze inicial passou a render o que se exigia e entrou muito mais forte, dinâmico e intenso. Um FCPorto 'às costas' dos adeptos capaz de encostar qualquer adversário 'às cordas'. Brahimi, André e Aboubakar acordaram. Os defesas e médios passaram a lutar muito mais pelas bolas e isso notou-se na quantidade de faltas e de amarelos. Tal resultou em 3 ou 4 oportunidades de golo que chegaram para vencer com justiça. Quanto ao adversário, direi que, na primeira parte, chegou a estar no controlo do jogo, algo que não chegou a acontecer no ano passado quando venceram por 2-0. Futebol às vezes é eficácia mas ontem acabou por ser justo. Quando o FCPorto dominou, subjugou. Quando o adversário dominou, só criou perigo em bolas paradas. 

Individualmente, divido por partes. Na primeira parte, tivemos apenas Iker e Maxi. Na segunda parte emergiu o MVP André André e Aboubakar. Brahimi também esteve muito melhor e jogou quase sempre '1 para 2'. Pela negativa Jesus Corona. Eu também pedi a sua titularidade mas estava errado. Era exigir muito de um jogador imaturo que chegou há três semanas. A entrada de Varela acabou por ser decisiva. A exibição de Imbula deambulou entre o bom e o mau. Nem sei que nota lhe hei de dar. Layun só emerge ofensivamente.  Por último, gostei da exibição de Marcano. 

Quanto a Lopetegui, nota positiva. Gostei do onze e não gostei das substituições. O resultado foi  fundamental.

No ano passado este jogo foi decisivo. Que o seja este ano!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dupla de trincos



Começo com uma citação de um ilustre treinador de bancada: «Isto apesar do retrocesso táctico que o 'medroso' Lopetegui resolveu ensaiar. Espero que não esteja a ensaiar para Kiev...» Bruxo! Já no ano passado tivemos de levar com a experiência do duplo 6 com Casemiro e Ruben Neves. Na altura as exibições foram as que se seria de esperar: seguras e sem rasgo. Ontem tivemos mais do mesmo. Não permitimos grandes oportunidades ao adversário e também não as tivemos. Nas excepções, golo sofrido e golo marcado. No golo sofrido destaco a quantidade invulgar de 'cuecas' sofridas. No golo marcado destaco o aproveitamento com qualidade do único estilo de jogada possível de praticar com aquele meio-campo desnorteado: bola sobrevoa os médios e o o ala e ponta de lança resolvem. Dirão que o início da segunda parte foi melhor. Também me pareceu. Mas apenas houve mais controlo do jogo e da posse de bola. Não passamos a produzir muito mais. No final, Lopetegui resolve arriscar mais e tentar partir o jogo. Quase resultou. Quase... Sofremos o golo num lance azarado. Mas estaria bem mais chateado se empatássemos com aquele golo num jogo em que tivéssemos feito tudo para vencer. Como não o fizemos, quase que poderia dizer que era 'bem feito', mas nem é preciso...

Individualmente novo MVP para Aboubakar. Sublime! Depois gostei de André e de Layun. Nota-se que este último é bem melhor como ala do que como defesa... Casillas teve um lance em que este muito bem e outro em que esteve péssimo. Pela negativa a dupla de médios defensivos. Quando se aproximavam era bola perdida pela certa... destaque adicional para a inutilidade de Herrera e da entrada de Tello.

No próximo jogo Lopetegui decide se vai ter vida fácil nos próximos tempos. Se precisar de ajuda com onze eu dou: Iker; Maxi, Maicon, Marcano e Layun; Ruben; Herrera; André; Brahimi, Corona e Aboubakar. Não seria o meu onze porque eu optaria por Evandro no lugar de Herrera com o recuo do André, mas é um onze que poderia agradar a mais gente.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O factor Ruben



Depois de duas exibições cinzentas, veio uma exibição segura perante uma equipa complicada. Como houve várias alterações ao onze, podemos especular sobre a que teve maior impacto. Em eficácia é fácil de atribuir mérito a Corona. Poucos terão sido os reforços a marcar dois golos na primeira aparição (puxando pela memória, lembro-me de Jardel que nem foi titular nesse seu primeiro jogo). Poderíamos também falar da titularidade de André André. De facto é cansativo perceber os Kms que percorre este jogador e a intensidade que emprega em todos os lances. Até faz esquecer algumas lacunas ao nível de definição dos lances. Confesso que estou um bocado cético quanto à valia deste jogador mas, com jogos destes, terei de meter a 'viola no saco', com todo o gosto! Por último, poderíamos falar de nova exibição exuberante de Aboubakar que, para mim, foi o MVP do jogo. De todos os problemas que o defeso trouxe a Lopetegui, nunca pensei que o que estivesse mais próximo da resolução fosse a saída de Jackson. No entanto, apesar destas três exibições valiosas, tendo a atribuir a alteração no nosso jogo à entrada de Ruben Neves. 

Vou ter de 'bater na mesma tecla'. Que fique claro que o problema não é o Danilo. Trata-se de uma questão de criatividade. Se jogamos simultâneamente com Danilo e mais dois médios de 'vai-vem' a criatividade ficará toda concentrada no trio da frente. E como é que a bola chega lá? 'Chutão' do Maicon? Enquanto jogarmos com duplas de médios com variações formadas por Imbula, André e Herrera, temos de ter um suporte que terá de ser um jogador capaz de pautar o jogo, gerir ritmos, com qualidade tanto no passe curto como no longo. Ruben é esse jogador. Titularíssimo! Inexplicável que não tenha jogado mais nesta época. Tanto nos queixamos do facto de os jogadores da formação não terem oportunidades na equipa principal por falta de qualidade... Agora temos, tem 18 anos, é portista e joga mais que qualquer um dos outros que compõem o plantel, nesta posição. Tem de jogar!

O jogo correu bem. Fomos sempre a equipa mais perigosa e nem o critério disciplinar e as constantes faltas assinaladas puseram em causa o nosso domínio. Os golos apareceram naturalmente, em jogadas bem delineadas. Isto apesar do retrocesso táctico que o 'medroso' Lopetegui resolveu ensaiar. Espero que não esteja a ensaiar para Kiev... É de assinalar que isto tenha sido conseguido em Arouca. Primeiro porque não foi em Aveiro e depois porque julgo que, com Ivo, esta será uma das sensações da prova.

Individualmente, já fiz os destaques. No entanto, diria apenas que espero mais de Layun que tem de controlar melhor as costas. Também tarda a aprição do verdadeiro Imbula. Aqui a coisa já é mais preocupante. É que este padece do mesmo mal que Danilo e Adrian Lopez: demasiada inflação no preço do passe...

domingo, 30 de agosto de 2015

Dragão tem razão



Não sou fã do género assobiador mas é um facto que a equipa, em três jogos, joga muito pouco. Pelo menos muito menos do que seria de esperar. Diria que foram duas exibições fracas em três. Lopetegui argumenta que perdeu meia equipa que lhe falta um criativo, enfim... Neste momento apresenta mais problemas que soluções. Até faz questão de não convocar o Cissokho só para demonstrar que precisa de reforço na lateral esquerda. Lopetegui queixa-se demasiado! Nós que já cá andamos há uns anos, sabemos comparar e as queixas de Lopetegui soam a ridículo. Perdeu vários jogadores mas dois estavam emprestados, política que nunca tinha visto no Dragão antes de Lopetegui. E depois, tal como temos vindo a dizer aqui, a transição no meio campo poderia ter sido muito mais suave se se apostasse em jogadores que já cá estavam no ano passado e com provas dadas, como Evandro e Ruben Neves. Além disso, com excepção da lateral esquerda, onde Cissokho levanta dúvidas, e do médio criativo onde Quintero não conta, as posições depauperadas e que apresentavam problemas, foram preenchidas com jogadores internacionais e caros: Casillas, Osvaldo, Maxi. Além disso o meio campo foi super reforçado com Bueno, Sergio Oliveira, André e Imbula. Houve um esforço de mercado demasiado grande, para nos dotar de um plantel capaz de nos livrar destas exibições aflitivas, como a que se viu no Dragão. Não aceito as atenuantes que Lopetegui apresenta. Aceitei que continuasse na esperança de que ele seria capaz de aproveitar o facto de poder continuar o seu trabalho do ano anterior. Se soubesse que era para começar de novo, aceitaria ponderar sobre outro treinador, algo que não fiz.

Vamos ao jogo. Lopetegui resolveu apresentar no onze duas soluções que não aprecia minimamente: Brahimi a 10 e Indi a lateral esquerdo. Poderia até pensar que a ideia dele era a de que precisamos de ter um lateral que não sobe para podermos ter um verdadeiro criativo no miolo, ideia que me parece limitada e completamente deslocada do que é o futebol português. Assumindo que Indi foi uma opção de 'birra' por causa da contratação de Cissokho, vamos ao caso de Brahimi. Passado uns minutos a jogar na nova posição inventou logo um golo. Depois do golo foi aparecendo a espaços. No entanto, tal como aconteceu na Madeira, quase tudo o que tirámos de bom do jogo veio dos pés do argelino. Se Tello e Varela continuam a jogar tão pouco como nos últimos jogos e se aboubakar continuar sem possibilidade de participar no jogo, é óbvio que temos um problema atacante. Lopetegui, viu que não estávamos a criar oportunidades e voltou ao plano dos jogos anteriores. Como é óbvio não melhoramos porque o problema de falta de criatividade manteve-se. Tivemos apenas uma experiência de 40 minutos e um resto de jogo em sobressalto. Sem criatividade não há oportunidades de golo. Sem oportunidades de golo o adversário acredita, a defesa treme porque não tem a quem passar a bola e Casillas passa a ter mais trabalho. O golo de Maicon trouxe uma tranquilidade que não merecíamos.

Individualmente destaco duas exibições: a do MVP Brahimi e a de Casillas que esteve bem quando solicitado. Varela e Tello estiveram muito mal, sobretudo o segundo. As duas últimas exibições de Danilo não justificam a sua titularidade. O mesmo direi sobre André, que julgo que não justifica ter tantos minutos a mais que Evandro e Sérgio Oliveira. Aboubakar fez o que pôde mas não chega. Tem de participar mais como fez no primeiro jogo.

Veremos o que o dia de hoje nos traz. Desconfio que Lopetegui terá mais presentes que ele não merece. Nós merecemos!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Miolo

 
Fiquei logo apreensivo quando soube que o União da Madeira tinha subido de divisão. A apatia generalizada que demonstrámos consistentemente nas últimas deslocações à Madeira é alarmante. Já dura há demasiado tempo sem qualquer sinal de retoma. No Sábado tivemos o absoluto oposto aos bons indicadores do Dragão. Velocidade, fluidez de jogo e intensidade transformaram-se numa languidez que só podia resultar em perda de pontos. Vá lá que foram só dois, visto que não me parece que tenhamos jogado melhor do que nas últimas aparições na Madeira... Sinceramente, não me parece que as equipas da Madeira estejam a aproveitar bem o 'factor casa'. Como Tondela e Arouca já provaram, é mais importante fazer uma boa performance de bilheteira do que uma boa performance em campo. Deixo a sugestão: os estádios de Aveiro, Leiria e Algarve estão disponíveis para as próximas visitas. É uma questão de Nacional e União fazerem contas...

Mais a sério, vamos à minha primeira sessão de pancadaria em Lopetegui desta época. Já sentiam saudades... Ouvi dizer que esteve bem ao admitir que a equipa não jogou nada na segunda parte. Pois por muito que prefira que ele analise o jogo com discernimento, preferia que ele continuasse a culpar, erradamente ou não, os árbitros e os relvados e que simultâneamente, tivesse dado a impressão de que ele próprio deu tudo para ganhar. É ridículo pedir mais da segunda parte da equipa e não exigir mais rasgo a partir do banco. Tivemos três trocas sem que se notasse qualquer tentativa de surpreender ou baralhar a defesa adversária. Não é justo criticar a clássica 'troca-por-troca' 'per se'. É importante perceber se, de facto, se exigiu aos jogadores que entraram, o mesmo que se exigia aos substituídos. Foi o caso. Depois vem a questão do miolo com o duplo 8. Na passada semana chamei-lhe o duplo-Herrera e avisei que era limitativo em termos de criatividade. E expliquei porquê. De facto, tudo de bom que o FCPorto tirou do jogo veio dos pés de um jogador: Brahimi. Há apenas uma excepção no lance do falhanço do Aboubakar. Lopetegui tem de escolher. Se quer jogar com o sistema do ano passado tem de jogar Evandro. Se não quer, e era o que eu julgava que ia acontecer, dada a construção do plantel, tem de jogar Bueno ou Osvaldo ou Brahimi no meio. Nunca esta combinação de Danilo, Herrera e Imbula. Primeiro porque Danilo ainda está num processo de adaptação ao lugar, que Casemiro também teve. Segundo porque Imbula, tal como Herrera quando chegou, só acelera o jogo com bola no pé. Nunca o faz em circulação de bola e isso é fundamental. E depois porque se exige a Herrera características de organização e movimentação entre-linhas que não tem e nunca vai ter. Assim perdemos o jogador. Outro argumento e talvez o mais importante. Se perdemos 6 jogadores titulares na época passada, e se queremos manter a mesma fora de jogar, não seria melhor fazer a transição com interpretes que já cá estavam? Evandro e Ruben cumpriram sempre que jogaram e sabem o que é exigido nessas posições. Temos um único médio que transita  e com funções diferentes. Para quê mudar tudo se tínhamos a possibilidade de manter a espinha dorsal da equipa baseada no plantel do ano passado? Estamos a sabotar a equipa para exigir reforços? Se continuarmos assim, arriscámo-nos a ter uma nova época com muita posse de bola... Ganha jogos? Se continuar a ser apenas no nosso meio-campo, não!


Individualmente gostei apenas de Brahimi. Aboubakar destaca-se nas exibições negativas porque foi o que baixou mais de rendimento, quando comparado com o jogo anterior. Por falar em más exibições, já sentem saudades do Alex?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Estreia a bombar



Quando Aboubakar é o homem do jogo, tem de se fazer um título de crónica com um trocadilho com o nome do camaronês. Julgo que é uma regra... Estou de férias, mas ainda me lembro como é que isto se faz!

'Graçolas' à parte, vamos à estreia. Auspiciosa, por três motivos:
1) A equipa consegue jogar da mesma forma apesar de ter perdido grande parte dos seus habituais executantes. A estabilidade técnica pareceu conseguir harmonizar a entrada de novos interpretes. A ideia de jogo mantém-se apesar de, neste momento, estarmos a jogar sem um jogador com características de organização no meio-campo.
2) A equipa consegue marcar golos e apresentar um goleador alternativo a Jackson. Aboubakar fez, logo na sua estreia como dono do lugar, a sua melhor exibição. Quer a marcar, quer a tocar a bola com os colegas, quer a assistir. Faltou o terceiro golo.
3) Além de Aboubakar, os reforços estiveram em destaque logo no primeiro jogo. Sobretudo Maxi, Varela, Imbula e Danilo. Casillas teve pouco trabalho mas cumpriu.

De resto, deixarei mais duas notas. Gostei do estádio cheio. Não estive na apresentação e sei que também encheu. Já sei que no Verão as assistências nos estádios são tão enganadoras como os números do desemprego no terceiro trimestre mas, ainda assim, é bonito. Depois a questão do 10. Isto sem Brahimi, com Tello a 50%, jogar com um duplo Herrera, sem um 6 com características de organizador como o Ruben, parece-me pouco ambicioso em termos de criatividade. No Sábado chegou e sobrou, mas não sei se este elenco não será pobre em criatividade. Lopetegui poderá temperar melhor. Por exemplo, só joga com Herrera e Imbula se tiver em simultâneo Ruben por trás e Brahimi na ala. Assim parece arriscado.

Individualmente, MVP óbvio para Aboubakar. Depois, uma boa estreia de Maxi com duas assistências. Alex Sandro também esteve bem apesar de uma distracção defensiva na primeira parte. Varela esteve muito melhor que Tello, Imbula e André melhor que Herrera e Marcano melhor que Maicon. Danilo e Casillas cumpriram e bem.

Começámos bem! Siga!

PS: Estava a escrever o post e tinha a tv ligada no programa prolongamento. 'Empandeiraram' o Seara? Quem é este gajo com fato à mafioso três números acima da sua medida? Resolvi ouvir e dá logo para perceber do que se trata. Aí comecei a ver se aparecia algum plano alargado porque, se houvesse, iria aparecer o João Gabriel com a mão enfiada por baixo do fantoche... Bem escolhido Sousa Martins!