terça-feira, 28 de abril de 2015

Súmula BB



Meia dúzia de frases que descrevem na perfeição o sentimento dos portistas no final do jogo de Domingo.

Apenas um reparo às palavras do nosso BB. Fiquei com a ideia que ele põe muita da responsabilidade em cima dos jogadores. De facto, ao contrário dos jogadores, vimos Lopetegui revoltado com o resultado. Seria motivo para elogiar o treinador por ser o único que sentiu aquela derrota como deveria sentir. No entanto, o papel dele é incutir esse sentimento nos jogadores e isso não se viu...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Menos com menos não deu mais


Sabia que íamos enfrentar um clube candidato ao título transformado em clube que luta para não descer de divisão. O 'pontinho' iria saber bem e nem seria a primeira vez que jogariam assim este ano. Não esperava que o FCPorto demonstrasse tanta dificuldade em criar problemas a este esquema defensivo. Dá-me a ideia que as duas equipas, deliberadamente, se retraíram e resistiram a um impulso natural de tentar vencer o seu maior rival. O problema é que, o que para nós era uma gestão de ímpetos com receio de perder já o campeonato, no caso das 'papoilas', isto era um saborzinho a título... Terá sido a primeira vez que ouvi uma tentativa de 'olés' com nulo no resultado... Eles contentam-se com esta mediocridade e eu até posso compreender, pelo facto de não cheirarem o 'Bi' há trinta anos. Não me conformo com a nossa incapacidade de os fazer sofrer perante esta falta de ousadia, perante este futebol 'trapatonizado' e perante esta táctica que enfrentamos todos os fim-de-semanas, seja com a Académica, seja com o Boavista, seja com o Arouca, etc. Exigia-se mais às duas equipas que um jogo de futebol sem balizas e eu atribuo mais responsabilidade ao FCPorto, porque é o meu clube e porque estávamos em posição de os pôr em pânico. 'Meio a zero' chegaria!

O onze inicial não me entusiasmou nem me assustou. Por um lado, muitos clamavam por Helton e com razão. Evandro e Ruben têm demonstrado capacidade de jogar seja onde fôr. Por outro, a saída de Quaresma fazia adivinhar falta de acutilância ofensiva, mas era simultâneamente uma opção que não seria fácil de antecipar pelo adversário. Dei o benefício da dúvida. De facto, entrámos melhor. Com muita bola, com controlo do jogo, mas sem perigo. A única excepção foi o lance de Jackson. Ao intervalo parecia-me pouco. Julgava eu que a estratégia passaria a ser mais ousada na segunda parte. E até pareceu essa a intenção mas ficámos por aí, pelas intenções. O jogo passou a ser de bolas para a bancada, provocações, simulações, perdas de tempo, etc. Nada conseguimos fazer para contrariar o futebol nulo que se jogou.

Individualmente, não notei nenhuma exibição deslumbrante. Dou o MVP a Danilo porque me pareceu o jogador mais próximo da sua normalidade. Brahimi começou bem mas foi desaparecendo e Jackson teve todas as nossas oportunidades, mas não definiu bem. O meio campo recuperou muitas bolas mas só com Herrera e com os laterais é que nos conseguimos aproximar da área contrária. Por isso, é normal que não atribua grande nota aos médios. Quaresma e Hernani também entraram com vontade. Apenas isso. Os centrais anularam bem as acções do adversário mas aqueles lançamentos longos foram muito maus. Lopetegui perdeu a aposta táctica inicial e pareceu-me que perdeu substituições ao meter dois extremos no jogo. Para isso mais valia ter deixado Brahimi em campo e ter a possibilidade de lançar Aboubakar no desespero. Por falar em desespero, que dizer daqueles últimos dois minutos de jogo em que insistimos em não colocar a bola na frente? 

Resta-nos ganhar para adiar ou ganhar para pressionar. Começa a ser uma época frustrante...

domingo, 26 de abril de 2015

sábado, 25 de abril de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Realidade


Passámos rapidamente do sonho à realidade. O futebol é um desporto em que, por vezes, é possível contrariar o previsível, a probabilidade e a teoria. Por essa Europa, muitos serão os que se lembram dos feitos europeus do FCPorto na altura de provar que, por vezes, a organização, o espírito e a vontade ultrapassam obstáculos futebolísticamente inultrapassáveis. Desta vez, não poderemos servir de exemplo. Ainda assim, apesar da qualidade péssima desta despedida, efectuámos uma boa Champions. Talvez a nossa terceira melhor de sempre. Eu que me dou bem com simplificações através de números, diria que uma diferença de 3 golos entre FCPorto e Bayern não estará longe da real diferença entre as duas equipas. Mas não me arrependo de ter sonhado com outro desfecho!

Ainda assim, não esquecendo que a avaliação global é francamente positiva, o jogo de ontem esteve longe de o ser. Dá a ideia que tudo o que era de louvar da semana passada é de 'loathar' hoje. Lopetegui passa de uma organização perfeita para uma manta de retalhos com um claro erro de casting na direita e com um nervosismo táctico gritante. Sei que tentou reagir mas 'baralhar e voltar a dar', por várias vezes durante um jogo destes, só pode dar em asneira. Os próprios jogadores acusaram a pressão. Quaresma e Brahimi nem defenderam nem atacaram, Jackson só teve bola quando o Bayern resolveu descansar e, perante 4 centrais mais Casemiro, sofremos 4 golos de cabeça...

Destaque positivo apenas para Jackson que foi o líder da ténue reacção que me pareceu mais consentida que planeada ou obtida.

Por falar em reacção, há jogo no Domingo! Temos homens?

Adenda do dia seguinte: Talvez esteja a ser injusto mas julgo que será tempo de preparar Gudiño para pegar na baliza já no próximo ano.

2000.04.19. Bayern München 2-1 FC Porto...



1991.03.05. Bayern München 1-1 FC Porto...

domingo, 19 de abril de 2015

Risco e o petisco


Como é meu costume, consultei o onze do FCPorto a caminho do Dragão. Neste caso, consultei várias vezes. Primeiro na esperança de que tivesse visto mal e depois numa tentativa de arrumar aquele onze de 'Taça da Liga' de forma a competir na competição mais importante que o clube disputa anualmente. Foi um risco enorme. Lopetegui sabe-o, todos o sabemos. Mas já está feito. Foram 3 pontos. Já sofremos com o risco, agora esperemos pelo petisco nos próximos dois jogos.

Como seria de esperar o futebol foi um pouco desgarrado e é difícil fazer grandes avaliações. O golo chegou cedo e tivemos mais oportunidades para tornar o jogo mais fácil. Mesmo que tivéssemos chegado ao 2-0 os calafrios não iriam desaparecer. Notava-se que era um onze remediado e que teria uma capacidade de reacção limitada. Valeu-nos a qualidade de duas ou três exibições e o golo obtido cedo.

Individualmente, dou o MVP a Hernani. Um foguete, muitas vezes mais rápido que o próprio curso da bola. Depois, continuo deliciado com as variações de centro de jogo do Rúben e gostei da exibição do Evandro. Esperava mais de Quintero e de Aboubakar, mas prefiro avaliá-los quando inseridos num onze mais rotinado. Ou seja, prefiro que este jogo sirva mais para elogiar os que, mesmo assim, se destacarm do que os que não o conseguiram.
Não sei de notícias sobre o assunto, nem procurei saber. Considero muito estranho que a braçadeira de capitão tenha estado no braço de Reyes.

PS: Notei que o 'mestre da táctica' acha que tem mérito por estar à frente de uma equipa que consegue brilhar ao nível do que vimos na quarta-feira. Pela mesma lógica ele até podia aproveitar para criticar  Lopetegui. Não é que ele consegue ficar atrás de uma equipa que, sendo cabeça de serie, não consegue fazer melhor que um quarto lugar na fase de grupos da Champions? Fraquinho, Lopes...