Olhei para o onze e pensei que poderíamos ter finalmente, um FCPorto capaz de transformar a 'posse de bola' numa 'posse de golos'. Os extremos que jogaram contra o Lille passaram para a sua posição natural o que implicava a entrada de dois criativos para a organização de jogo e a entrada de Quaresma que, por si só, costuma ser um upgrade de fantasia e de oportunidades de golo. Sobrava ainda a ténue esperança de que Adrian não seja o flop que aparenta e de que Jose Angel chegasse para o consumo interno e para os jogos no Dragão. A primeira parte provou que estava errado em tudo. Não foi por ter mais criativos em campo que tivemos mais oportunidades de golo. Acresce que os dois espanhóis não me agradaram. Além disso, Casemiro, que vinha de duas exibições interessantes, resolveu aplicar ao jogo uma lentidão irritante. Resultado: bocejo colectivo na primeira parte. É interessante perceber quão aborrecido se pode tornar o nosso futebol se não aplicarmos empenho e velocidade no mesmo. E não será o facto de termos em campo Brahimi, Oliver, Quaresma, Tello ou Quintero que vai mudar essa tendência. Ou seja, o desenho pode ser bonito e resultar numa nulidade, em termos práticos.
Na segunda parte a coisa inverteu-se. Mau seria se tal não tivesse acontecido... As oportunidades foram-se acumulando e os golos chegaram naturalmente, apesar de tardiamente. Poderemos registar pela positiva o facto de a equipa não ter entrado em pânicos desnecessários perante um dos muitos 'autocarros' que vamos apanhar este ano. Mas apesar de não ter registado grandes pânicos, registei uma quantidade assinalável de passes absurdos num estilo de 'chuveirada', sobretudo na primeira parte. Na segunda, conseguimos fazer chegar a bola às alas e, a partir daí, foi simples começar a criar mais perigo e golos. De registar a quantidade de jogadores que metemos na área no lance do primeiro golo. Assim fica mais fácil...
Na segunda parte a coisa inverteu-se. Mau seria se tal não tivesse acontecido... As oportunidades foram-se acumulando e os golos chegaram naturalmente, apesar de tardiamente. Poderemos registar pela positiva o facto de a equipa não ter entrado em pânicos desnecessários perante um dos muitos 'autocarros' que vamos apanhar este ano. Mas apesar de não ter registado grandes pânicos, registei uma quantidade assinalável de passes absurdos num estilo de 'chuveirada', sobretudo na primeira parte. Na segunda, conseguimos fazer chegar a bola às alas e, a partir daí, foi simples começar a criar mais perigo e golos. De registar a quantidade de jogadores que metemos na área no lance do primeiro golo. Assim fica mais fácil...
Individualmente, destaco Danilo e Maicon pelo facto de terem sido os únicos que mantiveram um rendimento constante ao longo de todo o jogo. Destacarei adicionalmente Jackson que cumpriu a sua função por duas vezes, apresentando bom rendimento. Destacarei num patamar inferior as melhorias significativas de Brahimi e Oliver na segunda parte depois de terem passado ao lado do jogo (ou por baixo...) na primeira. Pela negativa, Casemiro. Notou-se bem a diferença com a entrada do Rúben e isso diz tudo sobre o que o brasileiro não estava a conseguir fazer. Herrera também entrou bem. Depois temos Adrian. Se fizermos um exercício 'Adrian vs Quaresma' será fácil concluir que, no momento da substituição de um deles, só por embriaguez ou embirração poderemos optar pelo cigano. Adrian é um jogador deprimido e Quaresma é um jogador reprimido... Poderei abordar isto em posta própria, mas Adrian assusta tanto como a forma pouco perspicaz como Lopetegui lida com o temperamento de Quaresma. Para terminar esta minha primeira 'sessão de pancadaria' em Lopetegui, poderei dizer que não aprecio assistir a jogadores a discutirem em campo sobre quem vai marcar as bolas paradas, nomeadamente o penalti. Resolva-se previamente! É tão fácil... Quanto a José Angel, prevejo que será uma embirração minha. Não gostei de nada a não ser um sucesão de pedaladas lentas que arrancou numa jogada na segunda parte.
Até à meia noite seguimos inquietos... Mas para ver se não sai ninguém. Já Lopetegui julga que falta muita gente. Habituamos mal o moço...







