Para começar uma pequena homenagem a este grande FCPorto versão 2010/2011, começamos pelo maior protagonista: André Villas-Boas. Faz ele muito bem em tentar empurrar os louros para a equipa, para os jogadores, etc. Até fica bem... Mas é ele o grande obreiro desta equipa. Poderemos dizer que os jogadores são praticamente os mesmos, mais Moutinho e Otamendi, menos Bruno Alves e Meireles. É uma análise simplista e nem vou por aí. Os jogadores tem qualidade e isso até é habitual no FCPorto. Faltava o resto...
E para o resto não havia receita definida. Já fomos campeões com treinadores jovens e ambiciosos e com treinadores com muitos anos de carreira em clubes modestos. Já fomos campeões com portistas e com adeptos de outros clubes. Já fomos campeões com treinadores mais ofensivos e com treinadores mais conservadores. Mas acho que já temos perfil para o futuro. Dificilmente vi a massa associativa tão contente com o trabalho do seu treinador. Será o efeito dos títulos? Óbvio, mas acredito que não é só. Parece que olhamos para Villas-Boas com o orgulho e com o carinho com que vemos um jogador das camadas jovens a despontar e a vencer com a nossa equipa principal. Afinal de contas é um talento que se desenvolveu no seio do clube e essa é uma razão para que os seus feitos nos digam ainda mais!
Pinto da Costa diz que tinha confiança plena e absoluta na opção que fez. Acho isso difícil. Foi um risco enorme e quase tão grande com o sucesso retumbante que a escolha se veio a revelar. Arriscar assim dá gosto...
Tecnicamente, e não sendo propriamente o forte de um comum adepto, arrisco dizer que Villas-boas começou por não inventar. Estava focado noutros aspectos, nomeadamente o aspecto mental. O efeito desse trabalho ficou logo claro nos primeiros minutos da Supertaça. Poderíamos até pensar que seria o efeito da novidade, do impacto do primeiro encontro com a irreverência de um treinador extremamente portista e ambicioso misturado com a sede de vingança. Pois lamento informar que parece que o efeito ainda não passou. Melhor. Não são só os titulares que têm esta mentalidade de vencedores insaciáveis. Até os suplentes entram em campo com uma vontade imensa de participar no êxito da equipa. Outra das grandes virtudes de Villas-Boas. Haverá algum jogador subaproveitado no plantel? É claro que não há! Dito isto, interessa alguma coisa o 4-3-3 ou o 4-2-3-1 ou o losango? Pois mas o mister também percebe disso... Lembro-me apenas de uma derrota táctica este ano. Foi perante um adversário que acabou por ser derrotado mais duas vezes e sem apelo nem agravo.
No fundo o melhor de Villas-Boas é o facto de o termos por cá mais um ano. Só isso dá-nos garantias e ilusões. Veremos até onde nos pode levar.







