segunda-feira, 21 de março de 2011

Não acordem um Dragão adormecido


Já está! Faltam só 90 minutos! Acardito que não deixaremos fugir a oportunidade de dar mais uma machadada naquela máquina de venda de ilusões que é neste momento o clube dos vermelhos. Até nem acho muita piada a esta história das reservas, mas como nos chatearam com isto no ano passado, cá fica a imagem.

Quanto ao jogo de ontem, foi preciso o golo da Académica para que a equipa se apercebesse que o jogo já tinha começado e que era preciso jogar. E assim sucedeu. O resto do jogo foi de sentido único. E foi de tal forma que o resultado, que aos 30 minutos até era justo, no final poderia ter sido bem mais dilatado. É esse o ponto fulcral do jogo de ontem: a capacidade de reacção à contrariedade. E foi um reacção enérgica. Nem foi preciso termos Hulk e Falcao muito inspirados. O perigo, neste momento, pode vir de qualquer lado. É também interessante constatar que temos neste momento um plantel interessante. Há uma boa solução de banco para guarda-redes com Beto, para central com um Maicon concentrado, para lateral com Fucile, para o meio-campo com Guarín e para o ataque com James. Ou seja, há 16 jogadores com estaleca para titulares. Muito importante esta gestão que André Villas-Boas e isso vai notar-se com o acumular de jogos importantes nos próximos tempos com duas visitas à capoeira e com a Liga Europa.

Individualmente destaco Varela. Para mim o melhor. Depois gostei de Guarín e Belluschi. Por outro lado, Falcao anda mesmo a precisar de um golo. Anda trapalhão... Hulk tentou o golo olímpico e acabou por irritar toda a gente por não o ter conseguido. A dupla de centrais é extremamente mal batida no lance da Académica. É preciso muita atenção a estes cortes nas costas da defesa. O problema já se tinha notado com o Sevilha, com o CSKA e agora com a Académica. É preciso rectificar alguma coisa no reposicionamento da defesa perante os contra-ataques.

Na próxima semana, voltamos aos Aliados. Eu planeio marcar férias para a manhã de segunda-feira...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bom sorteio


Acho que o CSKA é muito mais equipa que o Spartak. Sendo assim o sorteio não correu nada mal. Não queria os portugueses e o Villareal e Dynamo de Kiev eram de evitar para já. É também motivante notar que esta equipa está em último da sua liga. Levou 4-0 do Rostov na primeira e única jornada do campeonato...

Com estas duas eliminatórias, e se o FCPorto se mantiver autoritário como até aqui, não será difícil arranjar mais investidores russos para o futebol português...

Nos quartos é para tombar mais um candidato...


Depois de passarmos o Sevilha pensei que tão cedo não apanharíamos uma equipa tão difícil. É que esse desafio foi de dificuldade máxima e não não estamos propriamente a jogar a Champions League. A verdade é que eu acho que este CSKA é mesmo mais forte que o Sevilha. Pelo menos criou-nos mais problemas. Acho mesmo que a vitória no jogo desta noite acaba por ser um óptimo resultado, visto que os russos jogaram melhor. É verdade que isso tem a ver com o facto de bastar ao FCPorto controlar o resultado. E fizemo-lo, em grande parte do tempo com mestria. Sobretudo após a entrada de Belluschi. O que não implica que nas bancada não se passasse por grandes calafrios a cada vez que o CSKA avançava para a nossa área em rapidíssimas triangulações. Eles têm mesmo um arsenal ofensivo impressionante e a nossa defesa ressentiu-se disso. O lance do golo deles será o melhor exemplo, mas não foi o único. Sobretudo Vagner Love e o japonês Honda são jogadores para voos mais altos e só  os petro-dolares conseguem manter estes talentos escondidos na Rússia. 

Quanto ao jogo, esteve longe de ser a nossa melhor exibição. Mas é a nossa capacidade de transformar estes jogos de menor inspiração em vitórias que faz com que todos estejamos neste momento a pensar em tirar férias na semana da final da Liga Europa. Individualmente, achei que os defesas foram muito permissivos e complicativos na hora de aliviar, especialmente Otamendi. Falcao esteve muito trapalhão e Hulk estranhamente altruísta. Guarín e Moutinho foram os jogadores de quem mais gostei. A estes poderei adicionar Belhuschi cuja entrada em campo coincidiu com o nosso melhor período em termos e controlo do jogo e da eliminatória.

Depois disto o que sobra? Cheira-me que vai ter de ser mais um candidato. Talvez o Villareal. Só espero é que não nos calhem portugueses. Não que causem medo. Europa é europa...

PS: Parem com essa mania das palmas no minuto de silêncio. Ridículo! Palmas a um cataclismo que matou milhares?

quarta-feira, 16 de março de 2011

180 Minutos Sem Golos...

... é este o rescaldo dos dois encontros com os moscovitas no Dragão! Golos, nem vê-los, mas bolas no ferro sim... em 2004/05 foi Olic que fez tremer a baliza de Baía e duas épocas depois seria um puto de 18 anos que quase fazia levantar o estádio!

O vídeo da semana é deste segundo nulo no Dragão que, para hoje, também chega, mas acho que queremos mais...

Amor ao clube

foto: record

Já sei... O Sporting já não joga no nosso campeonato e que não deveríamos perder tempo com eles. É verdade, mas achei esta situação demasiado peculiar. É fácil de constatar o amor que Bruno de Carvalho tem ao seu clube. Reparem bem no bom ar daqueles investidores russos. Um deles até se diz que é ex- KGB... Imaginem só que Bruno de Carvalho vence as eleições e não consegue no próximo ano ser campeão. Não é difícil de imaginar pois não? Nem é difícil de imaginar que estes senhores lhe darão uma bonita recompensa: uns sapatinhos de cimento e uma longa sessão de mergulho ao fundo do rio Tejo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Tiro no Porta-Aviões






Estava com a sensação que ia ser assim que o FCPorto iria ganhar o jogo de ontem: à bomba! É que a táctica apresentada pelo Leiria tornava bastante difícil que fosse de outra maneira. Convenhamos que ontem o FCPorto até jogou bem devagar. Convenhamos também que não era preciso. E foi assim que o Leiria foi sobrevivendo: um misto de apatia portista e a táctica do autocarro. Até que Guarin resolveu com um dos seus habituais tiros. Tiro no Autocarro! O Porta-aviões só deu jeito para eu poder preencher o título do post com um lugar comum...

Mas Guarín até nem foi um dos meus destaques individuais. Até foi dos melhores dando desde já uma valente dor de cabeça a Villas-Boas no desenho da equipa que vai jogar quinta-feira. Mas já lá vamos. O meu destaque deste jogo vai para dois jogadores: Belluschi e Fucile. O primeiro continua a espalhar classe pelos relvados. O segundo espalha raça e, a jogar assim, dificilmente sai da equipa. O mesmo direi de Belluschi. Mas Guarin também merece ser titular... Quem sai? Eu não arriscava tirar Fernando da equipa no jogo com CSKA. É que eles são muito fortes fora de casa. Sobra Moutinho que é o que tem jogado pior. Mais uma vez será arriscado. Cheira-me que o sacrificado ainda vai ser Varela... Para isso, prefiro que Guarín fique no banco. Dos restantes, gostaria de dizer que o Maicon me anda a irritar. É da sobre exposição às suas trapalhadas. Um período de uns jogos no banco poderá resolver a coisa...

Contas feitas, o que interessa é a hipótese bem real se conquistar o título na Luz. Não há portista que não tenha isso na cabeça. Que grande lição que seria!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quando Gabriel fala muito, é bom sinal.



Segundo os relatos, Rui Gomes da Silva apanhou um soco à porta de um restaurante na Foz. Ficou indignado e é normal que assim aconteça. Poderão perguntar ao Alan se não sentiu o mesmo no jogo do fim-de-semana passado. Gabriel fala em impunidade. Gabriel fala muito. Gabriel até deixa a entender que foi Villas-Boas que armou aquilo tudo. Gabriel fala de mais. Mas se virmos bem as coisas e por muito que nos custe ver aquela personagem sinistra a discursar naquele tom de avôzinho severo que nos está a ralhar a todos, não nos podemos esquecer de uma coisa. Sempre que este tipo começa a falar com tanta frequência é sinal que o clube das papoilas saltitantes esgotou as suas armas habituais. Sejam elas o mourinho ruminante da amadora, os argentinos comprados com os petro-dólares ou manobras do seu presidente que, como todos sabemos, consegue fazer as coisas 'por outro lado'... Significa também que os 10 pontos de desvantagem, que poderão ser 13, fazem mossa. Gabriel, volta sempre...

Para terminar, dois considerandos sobre o acontecimento. Partindo do princípio que o agressor era portista, poderemos dizer que será um portista mais admirador do FCPorto de Jesualdo que o de Villas-Boas. É que deu um soco e ficou-se por aí... Já agora, não sei se a polícia vai investigar o caso. Vejam bem se vale a pena o esforço. Poderão até pedir a opinião do observador da Liga, Joaquim Dantas. Segundo a sua douta opinião, um soco não vale um cartão vermelho. Valerá um processo crime?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nos quartos, também pode ser em Moscovo...


Damo-nos bem com o sítio. E ainda por cima em sintético. É uma equipa todo-o-terreno. Já jogamos em piscinas, pistas de gelo e agora em relva artificial, sempre com o mesmo resultado. E com isto demos um grande passo em direcção à próxima fase da prova. Já vou gostando mais desta Liga Europa. Está a pôr-nos dificuldades cada vez maiores e a isso não será alheio algum azar que tivemos no sorteio. Poderá ser ilusão clubística mas parece-me que tanto o Sevilha como o CSKA são equipas bem acima de outras que se preparam para seguir em frente na prova. Mas, pelo que temos jogado, até são eles que estão a ter azar no sorteio...

Vamos ao jogo. Decidiu-se numa grande jogada em que intervêm as duas surpresas da noite. Primeiro Varela que foi surpresa por começar no banco e Guarín que foi surpresa por começar a titular. Mais uma vez, não me eram evidentes os ganhos de tirar Belluschi da equipa. Todos pudemos comprovar que correu muito bem esta alteração. Já Varela provou que Villas-Boas estava errado ao deixá-lo no banco. James jogou muito pouco, tal como Hulk. Terão sido eles os únicos jogadores com nota negativa. Todos os outros estiveram bem apesar das dificuldades da defesa na primeira parte. Nota bem elevada para Guarín, Helton e Fucile. Otamendi parece agigantar-se quando a defesa é mais pressionada. Noutras alturas do jogo não sobressai tanto. Mas convenhamos que, apesar dos lances de pânico que se foram criando nas imediações da baliza de Helton, acabámos a primeira parte com o mesmo número de oportunidades que os russos. Ao intervalo ficava melhor um empate com golos. Mas a segunda parte, à excepção de um lance em que Vagner Love falha incrivelmente, é toda nossa. Ao ponto de passarmos os últimos 20 minutos com cerca de 90% de posse de bola. Grande segunda parte que justifica plenamente mais uma importante vitória europeia.

Segunda-feira tentaremos encurtar ao máximo o caminho em direcção ao título. É que, pelos vistos ainda devemos ter mais uns joguinhos para fazer nesta Liga Europa. A confirmar na próxima quinta-feira no Dragão.