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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cromo da Semana - Josef Mlynarczyk...


"Josef Mlynarczyk nasceu em Nowa Sol, na Polónia, em 20 de Setembro de 1953. Na Polónia, depois do clube da terra, o Dzamet -Nowa Sol, passou pelo modesto BBTS Bielsko-Biala seguindo-se o Odra Opole chegando depois a um dos maiores clubes polacos, o Widzew Lodz, onde foi bi-campeão polaco. Titular indiscutível da selecção polaca nos mundiais de 1982, em Espanha (onde ajudou a conquistar o 3º lugar) e no México, em 1986 (onde derrotou a selecção portuguesa) só em 1984, já com 31 anos, conseguiu obter autorização para emigrar (devido às restritivas políticas do regime comunista) tendo rumado a França para jogar no Bastia. Em Janeiro de 1986 (a meio da época 1985-86) chega ao Porto para fazer concorrência a Zé Beto mas rapidamente é lançado por Artur Jorge num decisivo Benfica - Porto, em 15 Janeiro de 1986, e Mlynarczyk corresponde mantendo o resultado em branco e ajudando a equipa a ganhar confiança depois de 3 derrotas consecutivas fora de casa. Depois desse jogo o Porto volta aos bons resultados e consegue ser campeão ultrapassando os vermelhos na penúltima jornada depois destes perderem em casa com o Sporting e o Porto ter ido ganhar 1-0 a Setúbal com um monumental golo de Paulo Futre que arrancou do meio do campo e fintou todos os adversários.

"Mly" era um guarda-redes tipicamente da escola de leste. Alto, muito calmo e uma personalidade muito forte. Tinha como ponto menos forte a saída aos cruzamentos pois apesar dos 1,87 m de altura calculava bastante mal o tempo de saída da baliza o que também era uma característica dos guarda-redes da esola de leste. Também por isso, era um guarda-redes que normalmente ficava entre os postes. Curiosamente, apesar da sua idade, ainda conseguiu evoluir nesse parâmetro e foi precisamente quando deixou de jogar aos 36 anos fruto de uma grave lesão que estava bem mais forte nas saídas aos cruzamentos.

A sua chegada ao Porto a meio da época foi vista com alguma desconfiança pois já tinha 32 anos mas a verdade é que a sua qualidade permitiu ao Porto readquirir a confiança que faltava e iniciar o arranque rumo ao bi-campeonato que chegou a estar muito complicado. Curiosamente, depois de ser decisivo na conquista do Campeonato Nacional 85/86 foi ainda titular na Selecção polaca no Mundial do México em que defrontou a congénere portuguesa e venceu por 1-0 permitindo que a Polónia passasse à fase seguinte e os portugueses regressassem a casa depois do famoso e muito feio episódio Saltillo. Começou a época seguinte atrás de Zé Beto de tal forma que o seu primeiro jogo na caminhada para Viena foi apenas na 2ª mão dos quartos de final, em Brondby a 18 de Março de 1987, em que ajudou a equipa a conquistar um sofrido empate a um golo (golo de Juary) que servia como uma luva depois da vitória por 1-0 na 1ª mão, nas Antas, golo marcado pela estrela argelina, Rabah Madjer.

A partir desse jogo, conquistou a titularidade e foi fundamental até à conquista da 1ª Taça dos Campeões Europeus em Viena frente ao Bayern de Munique. A época de 1987/88 foi a sua melhor época ao serviço do Porto, já sob o comando de Tomislav Ivic, pois ajudou não só a reconquistar o campeonato e a Taça de Portugal como também a conquistar a Supertaça Europeia contra o Ajax com duas vitórias por 1-0 (golos de Rui Barros em Amesterdão e Sousa no Porto) e a Taça Intercontinental, em Tóquio, no jogo mais incrível e épico da história do Futebol Clube do Porto. Sob uma neve intensa o Porto venceu o Peñarol de Montevideu por 2-1 após prolongamento com golos de Gomes e Madjer e Mlynarczyk foi um dos heróis com várias defesas importantes.

Na brilhante época de 87/88 assumiu um protagonismo muito especial nos quartos de final da Taça de Portugal. O Porto recebeu o Boavista e não foi além de um empate a 2 golos pelo que teve de haver novo jogo agora no Estádio do Bessa. Como o empate sem golos se manteve nos 90 minutos e depois nos 30 minutos de prolongamento, a passagem às meias finais teve de se decidir nas grandes penalidades. Depois de vários acertos chega-se ao quinto pontapé e Mly defende o remate do jogador do Boavista e marca ele mesmo o penálti decisivo carimbando o passaporte para as meias finais onde eliminámos os Vermelhos (Onde é que eu já vi este filme?) e fomos ao Estádio de Oeiras (Jamor) derrotar o Guimarães (onde é que eu vou ver isto?) por 1-0 com golo de Jaime Magalhães muito perto do fim.

Depois de uma grave lesão pendurou as chuteiras no final da época 88/89 passando a integrar a equipa técnica do Porto como treinador de guarda-redes onde teve como principal discípulo Vítor Baía que ajudou a crescer e a tomar bem conta baliza. Regressou depois à Polónia para, também como treinador de guarda-redes, integrar a equipa técnica da selecção polaca primeiro e do depois. Um grande guarda-redes que só não deixou mais saudades porque ele próprio tratou de preparar o seu sucessor."

Texto do blogue Bibó Porto Carago do blogger DRAGÃO66...

Carreira...
Fonte: ZeroZero

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Rato Atómico...

Um dos elementos das últimas equipas técnicas do nosso clube, o qual nunca perdeu nenhum encontro oficial como treinador principal, é o cromo recordado da semana...

Rui Barros era um verdadeiro rato atómico e quando falamos dele vem, inevitavelmente, à memória o seu golo em Amsterdão contra o Ajax na primeira mão da Supertaça Europeia de 1988...

Rui Barros fez uma época de sonho na sua época de estreia no FCP, sendo que na época seguinte foi logo transferido para a Juventus, apenas regressando anos mais tarde...

Chegou, viu e venceu... sintetiza o seu primeiro ano no Dragão depois de ter jogado no Varzim, sagrando-se Campeão Nacional, vencendo a Supertaça Europeia e sagrando-se Campeão do Mundo na neve de Tóquio...

Fez uma mítica dupla com Domingos quando regressou na época em que éramos comandados por Bobby Robson...

Wikipédia...

"Rui Barros foi campeão nacional de juniores pelo FC Porto em meados da década de 80. No seu percurso juvenil vestira as camisolas do Aliados de Lordelo, do Rebordosa, o clube da sua terra, e do Paços de Ferreira. A exemplo de outros, não teve a sorte de subir imediatamente à equipa principal, tendo sido emprestado, para rodar, ao Covilhã (2ª Divisão) e ao Varzim. Ao serviço deste último sagrou-se campeão da Zona Norte da 2ª Divisão. Regressou ao seu clube de coração na ressaca da conquista da Taça dos Campeões Europeus. Lançado por Tomislav Ivic, contribuiu para as vitórias na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeia. Neste último jogo, marcou mesmo o único golo com que o F.C. Porto derrotou o Ajax, na primeira-mão, na Holanda. Este golo, obtido após uma abertura de Gomes, isolando-o na cara do guarda-redes, resumiu as qualidades que fizeram dele um jogador de eleição na Europa: a rapidez e a técnica. Foi com naturalidade que assinou pela Juventus. Jogou lá dois anos e ainda hoje é considerado uma das velhas glórias da vecchia signora. Em 95 jogos (incluindo campeonato, taça e provas europeias) fez 19 golos, tendo ganho uma Taça de Itália e uma Taça Uefa. Entre 1990 e 1993 jogou no Mónaco (ao lado de George Weah) de Arsène Wenger, ao serviço do qual marcou 4 golos na Taça das Taças, contribuindo para a ida à final, que acabaria por perder para o Werder Bremen, em 1992. Na época de 93/94 jogou no Marselha (com Futre), antes de regressar ao FC Porto para ser um dos obreiros do futuro PENTA-campeonato. Foi internacional por 36 vezes (desde 1987 a 1996) e marcou 4 golos ao serviço da selecção."

Cromo...
Carreira...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Cultura do Piton de Alumínio...

(post anteriormente publicado e actualizado em 24.08.2012)

Depois de recordado no último vídeo, nada melhor que a distinção de cromo da semana para Jaime Pacheco, homem que passou pelos dois clubes que se vão defrontar neste fim de semana e que agora se encontra a realizar uma aventura profissional na China como treinador.

Jaime Pacheco teve uma ascensão meteórica, começou a jogar futebol no Rebordosa com 16 anos e passado 4 anos estava no FC Porto, contratado por José Maria Pedroto, para ele o verdadeiro mestre, não há cá Special Mourinho's, principalmente depois do bate-boca entre eles: um só tinha um neurónio e o outro, pelos vistos, era doente mental.

Esteve nove anos no Porto, pelo meio esteve duas épocas no Sporting mas ainda regressou a tempo de se tornar Campeão Europeu. Depois ainda passou pelo Setúbal, Paços, Braga, Rio Ave e Paredes. Representou ainda a selecção no França84 e no México86. A primeira experiência no comando técnico duma equipa foi no Paços de Ferreira quando era jogador-treinador, mas a primeira vez que assumiu somente a pasta de treinador foi no União de Lamas. E seria nas Antas que se deu a conhecer quando, para a Taça de Portugal, empatou a zero mesmo com Jorge Silva a falhar um penalty nos últimos minutos da partida e não provocar um escândalo ainda maior. Nessa época, Pimenta Machado levou-o para Guimarães para tirar o clube do fundo da tabela e na época seguinte estava nas competições europeias. Curiosa a saída de Guimarães quando estava no segundo lugar porque, segundo Pimenta, não gostou da forma como Pacheco se dirigiu a uma pessoa da Direcção... Acho que já ouvimos desculpas melhores...

No entanto, foi a sorte dele, foi para o Boavista e lá viveu os melhores anos de treinador, participações na Liga dos Campeões, título de Campeão Nacional e até às meias-finais da Taça UEFA chegaram (ameaçando um derby tripeiro em Sevilha) foram o máximo que conseguiu atingir enquanto treinador. Teve, também, um outro ponto alto logo a seguir, em Mallorca, quando obrigou Samuel Eto'o a vestir calções em vez das calças de fato-de-treino. Talvez este episódio tenha justificado a sua curta estada em Espanha... isto e os maus resultados. Depois foi sempre a cair, Guimarães, Boavista, Belenenses e, por fim, Al-Shabab na Arábia. Agora está na China enfrentando uma nova aventura profissional.

Frases «à la Pacheco»:1. "Caneleiras desde o primeiro dia! Um jogador não pode passar o treino a pensar que pode magoar-se, portanto é melhor estar protegido."
2. "quando o Benfica não ganha o jornal "A Bola" não vende"
3. "Com respeito por todos, agora pelo Jorge Jesus, fiz mais que todos os treinadores portugueses que chegaram a um grande. Não fui apenas campeão, fui duas vezes segundo classificado no campeonato e o Jesus foi quinto no Braga com uma equipa melhor que aquela que o Domingos tem agora."
4. "O sr. Amândio de Carvalho, que ainda hoje está na federação, prometeu-nos em França um cartão vitalício, que nos havia de permitir entrar em qualquer campo para assistir a um jogo. Nem isso cumpriu. No México, supostamente tínhamos direito às camisolas de jogo. Nem isso. Fiquei com a do último jogo e entreguei-a em Fátima como promessa."
5. "Eram outros tempos, tinha colegas que fumavam ao intervalo e davam tudo no relvado; tive outros que bebiam água e leitinho e não se mexiam lá dentro"
6. "Não gosto de falar dele (de Mourinho), como gente não presta. Nunca me meti com ele nem acho que deva falar dele. O meu único desejo é que o salário mínimo dos portugueses triplique e todos sejam felizes. Não sei se vou dar um ou dois apartamentos aos meus filhos, mas quando morrer ao menos que se lembrem que eu dizia sempre a verdade. Como costumo dizer, só minto à minha mulher! A mais ninguém!"
7. "no ano em que o Rui Águas e o Dito trocaram o Benfica pelo FC Porto, o Toni convidou-me para ir para o Benfica. Tinha 27 anos. Mas já tinha dado a minha palavra ao FC Porto."
8. "O João Pinto teve grandes dificuldades de adaptação ao Boavista. Não estava preparado psicologicamente para passar do Sporting para aquele Boavista. Não estava preparado para uma descida tão grande (de qualquer maneira, a sete jornadas do fim do campeonato e com cinco meses de salários em atraso ainda lutávamos pelo segundo lugar). Por outro, também não estava bem fisicamente, e a fase de divórcio também não ajudou."
9. "o Bosingwa - lembro-me que ficou muito zangado quando o coloquei a jogar a defesa direito e hoje está onde está"

10. "O Petit deve lembrar-se bem. À terça-feira doía-lhe sempre ou o dente ou a unha. Deixava-o a correr horas a fio - da parte de tarde já não tinha dor."
11. "Repare - e aqui não estou a falar de A ou de B -, para se chegar a certos lugares é preciso ir a muitas capelas ou a muitos bruxos. Duvido muito que as grandes portas se abram sem que se faça isso. Posso chegar ao fim da vida com menos dinheiro e menos currículo mas tenho coluna."

12. "É verdade, fui proibido (de jogar na equipa de veteranos do Porto), mas o problema está ultrapassado. Como disse, conheço os motivos da tensão. A verdade é que não gosto de pedir favores e enquanto treinador tive que fazer declarações em defesa do meu clube que não caíram bem em alguns meios. E, portanto, tudo isso tem um preço, mas tenho uma excelente relação com muita gente do FC Porto."

Cromo...
Carreira...


Nota de Rodapé: Repostagem do "cromo" Jaime Pacheco com algumas actualizações. Rubrica que terá presença assídua no nosso blogue às sextas-feiras.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Já estava com saudades...


... de ver o FCPorto jogar. Mas não satisfez! Sobretudo porque jogámos grande parte do tempo com 10. Juntaram-se ali um burro e um gajo armado em burro. Como o burro tinha os cartões para compensar tudo que em si é curto, como por exemplo o bom senso, saiu expulso o que se fez de burro. E o teste ficou estragado. Poderíamos até pensar que a partir desse momento seria um teste à nossa coesão defensiva. Mas não. O adversário contentava-se com o empate, o terreno estava molhado e pesado, e os nossos jogadores ainda não estão numa forma física brilhante. É normal. Sobrou o empenho e alguns apontamentos. Gostei do pouco que vi de Kleber, de uma jogada de Djalma, do Varela, do Moutinho e do Castro. Destaco sobretudo este último. Julgo que está na altura de ter uma oportunidade. Mas uma oportunidade a sério e não como no ano passado quando apenas ficou no plantel para garantir mais jogadores na inscrição nas competições europeias.

Também não deixa de ser engraçado o histerismo quanto à expulsão de Hulk. Pode falhar a Supertaça. Duvido. Mas eles bem tentaram lançar o assunto... Engraçado que no mesmo dia os vasquinhos também tiveram duas expulsões. Ok, eles já não contam.

Por último, parece que vamos ter os colombianos mais cedo. Pelo menos um, deve regressar...

Último destaque para a queda de Brasil e Argentina na Copa América. Vimos uma Argentina sem Otamendi e Belluschi que deram lugar a portentos como Milito, Burdisso, Gago e Biglia. Vimos um Brasil sem Helton e Hulk que deram lugar ao frango de Júlio César e à 'magia' dos meninos na Nike. Soube bem! O futebol é justo na maior parte das vezes. Quem não joga com os melhores...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Hora do Lubo

A reentré dos Cromos é feita com Lubomir Vlk, lobo em checo, daí a magnificência do título – A Hora do Lubo!

Vlk marcou um golinho ao Braga conforme podem constatar no vídeo abaixo, e eu até já estava com vontade de prever um golo do actual defesa-esquerdo – Álvaro Pereira – no jogo de Sábado, mas ele já marcou na época passada pelo que era pedir demais...

O nosso Lobo, checoslovaco, agora só checo, chegou ao Porto oriundo do Vitkovice, equipa que ultrapassamos na nossa caminhada para o primeiro título europeu, na 2ª eliminatória. Vlk jogou contra nos pelos checos nos dois jogos e até assustaram na 1ª mão quando venceram por 1-0, mas nas Antas carimbamos a passagem com uma vitória por 3-0. Os checos até vinham moralizados depois de terem ultrapassado o PSG na 1ª eliminatória.

Vlk jogou pouco para quem esteve três anos no Porto e foi bicampeão, não deixa grandes recordações a não ser estas verdadeiras pérolas arrancadas no baú do Lamas!

A carreira dele é muito ligada ao Vitkovice, clube ao qual acabou por regressar e onde, actualmente, é o treinador da equipa que agora milita na 3ª divisão checa.

Podem ver na imagem abaixo retirada do site do Vitkovice onde Vlk refere que quer trazer de volta o clube para patamares superiores apesar da árdua tarefa que vai ter pela frente (acho que diz isso mais ou menos, o meu checo está um pouco enferrujado)...




Cromo (1990/91)...



Carreira...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O bis de Faro...

Abril de 2002... Dois basculantes encontravam-se em Tavira em plena semana das Férias Desportivas, coincidência das coincidências, o Porto jogava em Faro nessa semana... Por entre viagens de camioneta, táxi e comboio, com forte probabilidade de apanhar chuva durante o jogo, lá se fizeram os 60km entre Tavira-Faro-Tavira depois de se conseguir os bilhetes junto dos Colectivo. Por alguma razão éramos sócios da claque, já tínhamos ido a Madrid nesse ano na estreia de Mourinho nas competições europeias pelo Porto.

O jogo no Estádio São Luís fica marcado pelos dois golos de Clayton, ele que tinha deslumbrado no Santa Clara e nunca se impôs verdadeiramente no FC Porto. Aliás, quando veio para o Porto, no mercado de Inverno, o único golo que marcou nessa época (para além dos 8 apontados pelo Santa Clara) foi mesmo o da finalíssima com a contribuição decisiva de Schmeichel conforme vídeo abaixo postado há dois dias.

Em 2003, a troca da década: Clayton para o Sporting, Ricardo Fernandes para o Porto! Mesmo assim, o Sporting saiu a perder com a troca e desde então o brasileiro tem-se revelado um verdadeiro saltimbanco: foi para o Penafiel, depois Recife, depois voltou ao campeonato português para o Vitória de Guimarães, regressa novamente ao Recife que o torna a emprestar ao Penafiel e, por fim, começa a aventura cipriota, Alki, Omoni e agora AEL (sim, são 3 equipas do campeonato cipriota). Ainda no ano passado, Clayton aproveitou a visita do Porto ao Apoel para a Liga dos Campeões para rever amigos (Reinaldo Teles e poucos mais...).

Este ano já vai para os 35 anos de idade, a reforma, portanto, está para breve...


Cromo (2000/01)...



Carreira...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Assim se começou um Penta...

Com golos que dão vitórias! Foi isso que Rui Filipe fez no primeiro jogo da época 1994/95, frente ao Braga no Estádio das Antas, no primeiro ano da fantástica série de 5 títulos consecutivos do Porto.

Rui Filipe despontou nas camadas jovens do Valecambrense e chegou ao Porto já com idade de júnior em 84/85. Passado dois anos subiu a sénior e é emprestado ao Espinho e Gil Vicente e aos 23 anos de idade consegue o seu espaço no plantel do Porto.

O seu (triste) final já todos o devem conhecer: na Luz, na primeira mão da Supertaça, marcou o golo do Porto e acabou por ser expulso o que o impediu de participar no jogo seguinte contra o Beira-Mar; Rui Filipe viria a falecer de forma trágica, na manhã do dia desse encontro com os aveirenses, vítima de um acidente de viação.

Recordando alguns momentos de Rui Filipe, faz-me lembrar Paul Scholes, um pêndulo no meio-campo com capacidade técnica para marcar golos de belo efeito e aparecer muitas vezes na zona de finalização... Fica esse dado histórico: foi o marcador do primeiro golo na caminhada para o Penta!


Cromo... (1993/94)


Carreira...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O único campeão na Arábia

Poucos devem saber, mas Folha não é apenas conhecido por ficar triste por ter marcado um golo conforme já devem ter visto no vídeo do post abaixo... Ele foi o único Campeão do Mundo na Arábia Saudita que na altura já defendia as cores do FC Porto. Aliás, a seguir a Fernando Couto, João Pinto e Paulo Sousa, deve ser o jogador que mais sucesso teve na carreira dentro do lote daqueles jogadores que, supreendentemente, conquistaram o título mundial. Esqueçam Paulo Madeira, Paulo Alves ou Jorge Couto, António Folha até conseguiu ser convocado para o Euro 96.

No Porto, o extremo-esquerdo nunca conseguiu ter a regularidade desejada e manter um nível elevado para ser presença constante no onze portista. Foi várias vezes emprestado, primeiro ao Gil Vicente (acabadinho de chegar do campeonato do mundo na Arábia), depois ao Braga, teve então um grande período ao serviço do Porto para depois se ver envolvido nas negociatas com Luciano D'Onofrio e respectivos empréstimos ao Standard Liége. Ao clube belga ainda foram cedidos Sodestrom, Nuno André Coelho, Areias, Sérgio Conceição e Jorge Costa. Na última cedência, Folha representou o AEK Atenas e já findo o vínculo com o Porto acabou a carreira no Penafiel.

António Folha nunca se desligou do futebol tendo assumido funções técnicas no Penafiel quando Luís Castro era o treinador. Não admira, portanto, que o responsável pelo projecto 611 o tenha convidado para assumir os destinos dos Iniciados A juntamente com o Prof. João Brandão. Actualmente, estão a disputar a 2ª fase do campeonato nacional e estão com um pé na fase final (outra coisa não seria de esperar) onde vão encontrar Guimarães, Benfica e Sporting. Resta dizer que em 26 jogos empataram um e perderam outro. Mais regular a treinador do que a jogador, sem dúvida...



Cromo (1993/94)...




Carreira...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Síndrome de Excitação Sexual Persistente

Duas formas para ter esta disfunção: ou mantém um alto fluxo sanguíneo nos orgãos sexuais originando vários orgasmos durante o dia, ou então é como o Fernando Gomes e marca muitos golos... E se é Bi-Bota é porque marcou (teve) muitos golos (orgasmos)!

Esta conotação ficou indissociável de Fernando Gomes quando referiu que 'marcar um golo é como ter um orgasmo', mas muitas histórias e factos há para contar sobre uma das maiores figuras de sempre do FC Porto. Quem fazia ideia que Gomes no jogo de estreia pelo Porto marcou os dois golos na vitória por 2-1 sobre a CUF? Que foi por 6 vezes o melhor marcador do campeonato? Que marcou 288 golos pelo Porto e 318 no campeonato português? Que foi transferido para o Sp. Gijon por 60 milhões de pesetas e no jogo de estreia marcou 5 golos ao Oviedo? Enfim, muitas curiosidades sobre Gomes pelo que nos iremos ficar pelas mais marcantes.

No Porto foi Campeão Nacional por 5 vezes, ganhou 3 Taças de Portugal, 1 Taça dos Campeões Europeus, 1 Supertaça Europeia e 1 Taça Intercontinental. A maior tristeza terá sido, porventura, não disputar a final no Prater, em Viena, quando partiu a perna dois dias antes da final, durante um treino.

Por explicar ficaram as razões que levaram à saída do clube, embora o blog estrelas-do-fcp.blogspot.com lança uma história curiosa:

"Tomislav Ivic, assumiu numa entrevista que 'Gomes é finito!'. Sobre a possibilidade de abandonar o futebol, Gomes dizia: 'Se penso na retirada? Vivo o presente e não sou astrólogo, mas tenho um amigo astrólogo que me disse que jogaria mais quatro anos...'. As coisas entre Gomes, a direcção e a equipa técnica estavam tudo menos pacíficas e sabia-se que a única coisa que mantinha Gomes no F.C.Porto era o carinho que a massa associativa tinha pelo avançado, facto que o avançado sabia usar como ninguém. Mas em Junho tudo parecia voltar aos eixos quando Ivic saiu do clube. Gomes renovava o contrato e Quinito, o novo treinador afirmava: 'Comigo… é Gomes e mais dez'. O problema é que Quinito não se aguentou muito tempo à frente da equipa técnica e voltaram Artur Jorge e Octávio… dois velhos conhecidos. As coisas andavam outra vez bastante tensas, quando o F.C.Porto teve uma deslocação à Madeira para enfrentar o Marítimo. O avião atrasou-se e a comitiva chegou ao hotel apenas às 23 horas, ainda sem jantar. Quando por volta da meia-noite o jantar começou a ser servido inicialmente pelas mesas VIPs (Dirigentes e técnicos), como era normal, Fernando Gomes levantou-se e insurgiu-se com o facto essencialmente devido ao adiantar da hora. Octávio Machado interviu e disse que ele, Fernando Gomes, 'não mandava ali'. Gomes respondeu que 'era o capitão'... mas acabou por insultar Octávio chamando-lhe: 'Palhaço e bufo dos tempos do sr. Pedroto'. O Bi-bota acabou com um processo disciplinar e suspensão de todas as actividades".


Cromo (1974/75)...


Cromo (1975/76)...


Cromo (1987/88)...


Cromo (1988/89)...

Currículo...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Parecias o Paulinho César...

Deve ser das frases mais usadas nos jogos entre amigos quando alguém falha um golo escandaloso. Há jogadores que para sempre ficam associados a um momento marcante, o pior é quando esses momentos são negativos. Temos o Paulinho César que falhou em cima da linha o golo do empate no Bessa, temos o Costa dos 4-0 em Manchester e agora temos o Nuno André Coelho dos 5 nos Emirates... Este ainda vai a tempo de mudar a associação de ideias!

Poucos devem lembrar-se que tinha sido ele o marcador do penalty vitorioso em Coimbra conforme vídeo publicado abaixo. O que é certo é que a passagem pelo Porto foi muito fugaz, um golo em quase 20 jogos para um ponta-de-lança não é currículo que se apresente. Interessante, isso sim, são os clubes que representou antes de se transferir para o Santos (digam lá se não parecem nomes de rádio em vez de clubes): Bandeirante; Serra Negra; Sãocarlense; Comercial; Barretos; Votuporanguense; Atlético Paranaense e Figueirense.

Outra coisa que uma pessoa descobre a pesquisar sobre estas antigas 'vedetas' são as alcunhas, e o nosso Paulinho César teve a sorte de, na sua melhor época, ao marcar 15 golos ao serviço do Santos, o Ayrton Senna conquistar o título de F1 ao serviço dum McLaren. Como um dos principais atributos de Paulinho César era a velocidade, a brilhante conjugação resultou em... Paulinho McLaren.

Cromo...


Currículo...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Na sombra do calcanhar...

A nossa ‘arma secreta mais conhecida’ teve um percurso curioso antes de chegar ao Porto com 26 anos. O Santos foi pescá-lo ao Pavunense onde fez a formação e em 1978, com 19 anos, foi campeão estadual. A partir daqui, um autêntico globetrotter: América do México, Avellino, Inter, Ascoli, Cremonese e, finalmente, FC Porto para as maiores glórias da carreira: Campeão Europeu e vencedor da Taça Intercontinental e da Supertaça Europeia (nem faço referência a campeonatos e taças).

Pelo meio, factos e jogos memoráveis. A começar pelo jogo de estreia, carimbada com um golo na vitória por 2-0 sobre o Benfica. Outro, contra o Barcelona: depois da desvantagem de 2-0 trazida da Catalunha, Juary faz hattrick nas Antas num jogo que nem sequer foi titular e o Porto vence... 3-1.

Mas o golo mais importante da carreira dele foi marcado no Prater, em Viena. No jogo que para sempre irá ficar marcado pelo calcanhar de Madjer, foi Juary quem marcou o golo da vitória e meteu a Taça nas mãos de João Pinto.

Tenho pena de não me lembrar muito bem de Juary, só mesmo contra o Bayern... mas ainda tenho mais pena de actualmente não termos armas secretas!


Cromo (1985/86)...



Cromo (1987/88)...



Carreira...


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A moda dos 5-2...

1 de Julho de 1983, Seninho joga pelos Chicago Sting e celebra 34 anos de vida. Como comemora? Marca 2 golos à antiga equipa - New York Cosmos - e contribui decisivamente para a goleada por 5-2. Anos antes, foi outro 5-2 (neste caso uma derrota mas na mesma com dois golos de Seninho) que lhe abriram as portas para uma reforma dourada (ver resumo do jogo uns posts mais abaixo)... Começo a pensar que Falcao vai ser transferido depois de ter bisado neste último jogo contra o Sporting na vitória por... 5-2!

Seninho foi uma das estrelas que pertenceu à equipa que devolveu o estatuto de Campeão Nacional após 19 anos de jejum, em 1977/78. Já tinha 28 anos e esta afirmação tardia é explicada pelo serviço militar que foi obrigado a cumprir em Angola, de onde era natural, aos 20 anos de idade. Só em 1974 regressa ao Porto e apenas em 1976 se afirma em definitivo na equipa comandada por José Maria Pedroto que viria a conquistar a Taça de Portugal nessa época. Por falar em Pedroto, rezam as crónicas (de alguns blogs) que em determinado jogo o Mestre pedia a Seninho para ir à linha e cruzar, mas o jogador decide flectir para o meio e à entrada da área desferir um potente remate que só acaba no fundo das redes. Pedroto, no meio dos festejos do banco portista, encolhe os ombros e diz "Ok, também está bem!".

Para quem nunca o viu jogar ao vivo, (eu também não vi mas disseram-me) fica a saber que Seninho era um extremo direito rapidíssimo com uma técnica fantástica, para além de aliar uma veia goleadora acima da média. Esta veia goleadora ficou bem patente em Old Trafford, no jogo que viria a marcar decisivamente a sua transferência para o futebol norte-americano (falou-se em 8 mil contos para o Porto e 12 mil para o jogador pelos anos de contrato), na altura a Arábia do futebol onde já jogavam Pelé e Beckenbauer, por exemplo.


É Seninho que conta na primeira pessoa como foi parar ao futebol norte-americano apesar do interesse de várias equipas europeias: "Eles estavam interessados em mim, no Oliveira e no Duda. Além disso, havia o AC Milan, o próprio Manchester e o Atlético Madrid, todos com interesse. Optei pelo Cosmos, por diversas razões, mas também devido a um telefonema do Pelé".

A derrota por 5-2 em Manchester não trouxe consequências de maior devido aos 4-0 com que o Porto brindou os ingleses nas Antas, contudo não nos livramos de alguns sustos... Ao intervalo, os reds já venciam por 3-1 e ainda viriam a facturar o quarto com 30 minutos para jogar. Seninho colocou ponto final na discussão da eliminatória mas só aos 85 minutos de jogo quando fez o 4-2. Ele conta como foram os golos: "No primeiro, fiz uma arrancada, driblei dois ou três adversários e rematei com o pé esquerdo. Como estava a chover ligeiramente, a bola ganhou muita velocidade quando bateu na relva e o guarda-redes não teve hipóteses"; e o segundo, Seninho, como foi? "Há um lançamento do Octávio, domino, consigo deitar o guarda-redes e como tinha pouca posição, tentei enquadrar-me com a baliza, já que estavam dois adversários em cima da linha. Depois, enfiei a bola no buraco, o ambiente era de doidos. Os cânticos dos adeptos ingleses fazia estremecer o solo, mas quando peguei na bola e deitei o guarda-redes, ficou um silêncio arrepiante, até ao momento do golo. Inesquecível".

Que sirva de inspiração para os jogos que se avizinham!


Cromo (1976/77)...



Cromo (1977/78)...



Carreira...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Escaldar os pés em Alvalade...

O homem vem para o Porto de Pedroto em 1979, logo num ano em que o nosso clube tinha acabado de conquistar o bi depois de 19 anos sem quinas ao peito. Sai em 84 sem qualquer título de campeão conquistado para o rival Sporting, para voltar em 86. Escusado será dizer que neste período de dois anos que esteve para os lados de Alvalade o Porto conquistou... novo bicampeonato!

No ano que regressa ao Porto é campeão europeu e na época a seguir, finalmente, é campeão nacional de dragão ao peito. Bendita passagem por Alvalade!

Sousa tem episódios muito curiosos ao longo de toda a carreira, que começou tarde mas com uma progressão fantástica. Calçou umas chuteiras, pela primeira vez, aos 15 anos na Sanjoanense e na época seguinte, no primeiro ano de júnior, foi chamado a integrar a equipa sénior. Aos 18 anos transferiu-se para o Beira-Mar e foi colega de equipa de Eusébio. Em 1979 chega ao Porto e no Verão quente de 1980, é um dos 14 dissidentes do plantel que está contra o despedimento de Pedroto e o afastamento de Pinto da Costa por parte de Américo de Sá, referindo que «esta mudança reflecte a rendição de alguns directores ao poder que está concentrado em Lisboa.»

Sousa marca o golo inglório na final da Taça das Taças contra a Juventus de Platini e no Euro-84 o único golo ao serviço da Selecção com um chapéu de belo efeito a Arconada que apuraria Portugal para as meias-finais do torneio. Entre o Euro-84 e o Mundial de 86, Sousa esteve no Sporting e acabaria por regressar às Antas para o melhor período da carreira.

Desenganem-se quem pense que estas trocas e baldrocas de Sousa foram aceites de ânimo leve pelos portistas, alguns não queriam mesmo o regresso do craque porque dois anos antes sentiram-se apunhalados. Tal como não foi pacífica a sua saída em 89 quando Artur Jorge operou uma limpeza no balneário poucos dias depois de ter dito que contava com ele.

Sousa acabaria por regressar a Aveiro e esteve perto dos 500 jogos no principal campeonato português. O seu mais recente sucesso foi como treinador ao conquistar uma Taça de Portugal pelo Beira-Mar às custas dum golaço do filho... Ricardo Sousa.


Cromo (1983/84)...




Cromo (1986/87)...



Cromo (1987/88)...



Cromo (1988/89)...



Cromo (1988/89)...



Cromo (1988/89)...



Cromo (1988/89)...



Carreira...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nem mirra, nem golos, Baltazar?

Chegou ao Porto, não para adorar o Deus menino, mas para ser adorado por todos aqueles que acompanharam a sua carreira no país vizinho. As épocas de sucesso no Celta de Vigo (ajudou a equipa a subir de divisão com 34 golos), e depois no Atlético Madrid, fizeram dele um avançado de créditos firmados e criou fortes expectativas nas hostes portistas. Chegou até a ser o ‘pichichi’ numa altura que Hugo Sanchez já fazia estragos ao serviço dos merengues.

Já agora, numa de curiosidade, ‘pichichi’ é o termo que se utiliza para definir o melhor marcador da Liga espanhola em honra dum grande jogador do Athletic de Bilbao dos anos 10 e 20: Rafael Moreno “Pichichi”. Foi, inclusive, ele que marcou o primeiro golo no Estádio San Mames (daqui a muitos anos serão ‘ninjas’ os melhores marcadores da nossa Liga?).

Mas, Baltazar, revelou-se um verdadeiro flop sem nunca ter conseguido uma posição de destaque, muito por culpa da dupla Domingos-Kostadinov. Chegou, também, com 31 anos, o que pode explicar alguma coisa sobre o seu (fraco) rendimento. O que é certo é que acabou a carreira no Japão a marcar 28 golos em duas épocas aos... 37 anos de idade.

Actualmente, a fazer jus à sua condição de professar a palavra divina desde muito novo junto dos colegas de equipa (que lhe valeram apelidos como ‘Artilheiro de Deus’ ou o ‘Deus do golo’, tendo sido dos primeiros atletas a declarar-se Atleta de Cristo), é pastor e presidente da Missão Atletas de Cristo do Brasil. É também empresário reconhecido pela FIFA.


Como a passagem pelo Porto passou despercebida, apresentamos o cromo do Celta (nunca é demais relembrar este fantástico clube) com a ajuda do blog Cromo dos Cromos.


Cromo...














Carreira...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A antítese de Aquiles...

Se um foi recordado pela sua única fraqueza, outro será sempre lembrado pelo 'golo à Madjer'. Ele, que até já tinha sido recordado anteriormente neste mesmo blog. Hoje, depois de mais uma deliciosa recordação postada por Lamas com novo golo de calcanhar de Madjer, não resistimos a voltar à carga com mais cromos e mais episódios do argelino.

Rabat Madjer chegou ao FC Porto em 1985 oriundo do futebol francês onde jogou no Tours e no Matra Racing, esse mesmo clube para onde Artur Jorge, mais tarde, seguiu com o estatuto de Campeão Europeu. Para sair da Argélia e do seu clube desde pequenino - NAHD (Hussein-Dey) - não foi fácil. Havia uma lei que não permitia a saída de jogadores com menos de 28 anos e Madjer já estava a ser «massacrado» com propostas de clubes europeus depois de se ter mostrado na selecção argelina em grandes competições: Quartos de Final dos Jogos Olímpicos de 1980 em Moscovo, a Final da Taça das Nações Africanas de 1980 na Nigéria e o campeonato do Mundo de 1982, em Espanha, notabilizando-se no jogo frente à RFA no qual a selecção da Argélia venceu por 2-1, tendo marcado o primeiro golo.

Com o imbróglio resolvido entre Madjer e os responsáveis argelinos, o craque foi em 83 para o Matra Racing, clube que voltava à ribalta à custa do investimento fortíssimo da empresa MATRA ligada à indústria automóvel, não sendo de admirar que anos depois a torneira se fechasse e o Racing caísse no amadorismo. Ainda passa pelo Tours e chega ao Porto onde, sem dúvida, viveu os melhores anos da sua carreira.

Os golos de calcanhar foram recordados por Madjer e explica como o de Viena é muito mais recordado do que o das Antas que até considera mais bonito: "Um golo desses é marcante quando surge na final de uma grande competição e frente a um grande adversário. Hoje, se falarem de um golo à Madjer, todos sabem como é. Ninguém esquece o golo de Maradona no Mundial de 1986, frente à Inglaterra, ou o penálti de Panenka. A seguir a Viena, goleámos o Belenenses (7-1), fiz três golos, um deles de calcanhar, mais bonito, e que não foi tão falado".

Muitos só conhecem as 'manias' de Delane Vieira que encomendou neve para Tóquio e colocou dois sapos no Prater em Viena que acabaram por se transformar em golos, mas poucos sabem que Madjer obrigou o plantel portista a tocar no Corão antes da final da Taça dos Campeões Europeus. Pelos vistos, foi decisivo dentro e fora das quatro linhas.


Cromo (Época 1986/87)



Cromos (Época 1987/88)




Cromo (Época 1989/90)




Currículo...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

António Oliveira não pode com ele...

As coisas que ficamos a saber sobre o Raudnei (será Rudinai?) com uma simples pesquisa na net e com a fantástica contribuição de Octávio Machado. Não é que nas palavras do antigo treinador estava um arranjinho combinado com António Oliveira (na altura treinador da Académica) para o Porto perder o jogo e assim os estudantes salvarem-se da descida de divisão, e o nosso herói Raudnei contra tudo e todos marca o golo da vitória? Que arranjinho mal feito.

E pronto, fica aqui registado o momento alto da carreira do Raudnei no Porto: marcou um golo quando não devia! Mas ainda esteve bem no Depor, emprestado pelo Porto, no ano que os galegos subiram à I Liga em 90. Agora que mencionamos, que grande ascenção do Depor: até 90 quase sempre na II Divisão, em 94 falha o título no penalti de Djukic no último minuto do campeonato, em 2000 é campeão espanhol e em 2004 falha a final da Champions porque apanhou o Porto.

Raudnei ainda regressa ao campeonato português para representar Belenenses e Gil Vicente e ao serviço dos azuis consegui confirmar que pelo menos um golo marcou, foi contra o Beira-Mar num jogo que terminou 2-2 com Spassov a bisar e Penteado (que jogador!) a entrar nos aveirenses.

Agora, podemos contratar jogadores ao Raudnei aqui.



Cromos (Época 1987/88)




Currículo...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Zé Beto, o homem que veio do Pasteleira...

Dizia-se antigamente que para ser bom guarda-redes tinha que se ter uma «panca», ou se preferirem, tinha que ser maluco. Até nisso, Zé Beto cumpria os requisitos...

Só para terem uma ideia como esta rubrica dos cromos é levada a sério, o Basculação foi ter com uma pessoa que teve oportunidade de ver Zé Beto a defender a baliza do Pasteleira no antigo campo do Custóias (não há só a cadeia em Custóias) que nos disse que desde logo se notava que Zé Beto era um fora-de-série. A outra curiosidade é que Zé Beto fez a tropa no RASP (Regimento de Artilharia da Serra do Pilar, em V.N. Gaia) mas só por um mesinho ou dois, até «descobrirem» uma doença que permitisse que voltasse à competição (vá lá, fez as coisas bem feitas e não como o Vítor Paneira que esteve preso por fugir à tropa).

Quanto à carreira propriamente dita, e apesar de não me lembrar muito bem de Zé Beto, creio que é opinião corrente que podia ter ido muito mais longe não fosse uns excessos que de vez em quando lá cometia, do género acertar no árbitro com a bandeirola do juíz-de-linha em plena final da Taça das Taças contra a Juventus, o que lhe valeu um ano de suspensão das provas europeias.

Apesar de quase toda a carreira estar ligada ao Porto, não devemos esquecer que o primeiro clube foi o Pasteleira e, quando já tinha contrato com os dragões foi emprestado ao Beira-Mar, já que os dois guarda-redes do Porto eram Fonseca e Tibi. Dois jogadores com forte ligação ao Leixões (Fonseca ainda hoje é o treinador dos guarda-redes dos bebés) e, curiosamente, Zé Beto é de Matosinhos e tanto o Porto como o Leixões disputaram a sua contratação ao Pasteleira (nem vou mencionar o actual Beto senão começa a ser muito forçada esta relação entre guarda-redes e os dois clubes que fundaram a AF Porto).

Zé Beto, oriundo de família de pescadores, teve uma infância (na altura) normal: reprovava por faltas, o pai obrigava-o a trabalhar mas ele pouco tempo aguentava em cada biscate. A estabilidade encontrou-a no Porto, foram 12 anos de Dragão ao peito com duas épocas memoráveis (83/84 e 84/85) onde era titular indiscutível. Não esquecer, também, que foi um dos que tentou tirar a Taça ao João Pinto em Viena, mas nem com luvas conseguiu! Na Selecção não teve sorte, esteve sempre tapado por Bento.

Aos 30 anos foi vítima mortal dum acidente de automóvel num Golf descapotável quando já se previa a saída do Porto mas, com certeza, com muito ainda para dar ao futebol português.

Para não acabar num apontamento triste, o Basculação tem um especial agradecimento a fazer ao leitor Jaime Marques que muito tem contribuído para aumentar o nosso arquivo de cromos e por nos dar a oportunidade de ver verdadeiras relíquias como esta. O nosso obrigado!

Cromos (Época 1983/84)...




Cromos (Época 1984/85)...





Cromo (Época 1986/87)...



Cromo (Época 1988/89)...



Currículo...